Este blog visa apenas dar visibilidade a textos de autores considerados de interesse para a compreensão da História Colonial de Angola. Por abarcar os mais diversas abordagens, é um blog dedicado aos de espirito aberto, que gostam de avaliar assuntos, levantar questões e tirar por si próprios suas conclusões. É natural que alguns assuntos venham a causar desagrado, e até reacções da parte daqueles cujas perspectivas estejam firmemente cristalizadas.
domingo, 4 de dezembro de 2011
A Descolonização Portuguesa: depoimentos do Gen. Soares Carneiro, Brigadeiro Passos Ramos, Brigadeiro Pesarat Correia e Coronel Rui Antunes Tomás
sábado, 3 de dezembro de 2011
Reconstrução colonial portuguesa e revisionismo colonial alemão
...Aquele que
procure considerar a literatura alemã concernente a temas do mundo de
língua portuguesa no intuito de estudar o desenvolvimento do pensamento
nesse ramo de estudos depara-se com nomes poucos conhecidos. Um deles é
Ernst Gerhard Jacob, autor de livros difundidos até um passado
relativamente recente.
...Em
1935, Ernst Gerhard Jacob publicou um extenso artigo sobre a Política
Colonial Portuguesa, na qual não apenas a descreve e valoriza para os
leitores alemães, como também tira singulares conclusões da comparação
de tendências entre Portugal e a Alemanha. (Ernst Gerhard Jacob,
"Portugals moderne Kolonialpolitik", )
...A
Oliveira Salazar, a quem Ernst Gerhard Jacob designa como grande
reformador político e homem simples do povo, cabia, segundo êle, o
principal mérito não apenas de ter colocado em ordem as finanças do país
como também de ter devolvido ao povo, com base no seu grande passado, a
fé na sua própria força para o cumprimento das tarefas que a história
lhe havia dado.
Reconstrução colonial portuguesa e revisionismo colonial alemão
Ernst Gerhard Jacob (1899-1974): Portugal como modêlo de uma Colonialística alemã e
a "Kolonialschuldlüge" de Heinrich Schnee (1871-1949)
a "Kolonialschuldlüge" de Heinrich Schnee (1871-1949)
Ciclo de estudos Portugal-África-Alemanha-Brasil em Frankfurt a.M. e outras cidades pelos
10 anos do colóquio internacional "Dimensões européias de Portugal" da A.B.E.. Saxônia: Göhren/Grima e vale do Mulde
10 anos do colóquio internacional "Dimensões européias de Portugal" da A.B.E.. Saxônia: Göhren/Grima e vale do Mulde
Texto integral
O PENSAMENTO ULTRAMARINO DE ADRIANO MOREIRA DE 1961 A 1963 COMO MINISTRO
Retrato do Professor Doutor Adriano Moreira que figura na galeria dos antigos Presidentes da Sociedade de Geografia de Lisboa
Adriano
José Alves Moreira foi nomeado por António de Oliveira Salazar em 1961
para a pasta do Ultramar. Teve neste cargo uma intensa actividade
legislativa em que se destacaram o Código do Trabalho Rural e a extinção
do Estatuto do Indigenato e visitou os territórios ultramarinos com uma
grande aclamação popular[1].
Em fins de 1962 defendendo a autonomia progressiva das colónias entra
em divergência profunda com o Presidente do Conselho de Ministros que
não aceita a continuação desta sua estratégia reformista da política
ultramarina por achar que isso o colocava em causa, tendo Adriano
Moreira, numa destas reuniões desavindas, dito a António de Oliveira
Salazar: “Acaba de mudar de ministro”[2].
No
contexto da guerra colonial que se desencadeou em Angola em 1961 Adriano
Moreira foi obrigado pela força das circunstâncias históricas e das
suas convicções a revogar o Estatuto do Indigenato e a atribuir a
cidadania a todos os habitantes do império colonial português. Se
tivermos em conta que em 1953 com a Carta Orgânica das Províncias
Ultramarinas se previa a transitoriedade do Estatuto do Indigenato, que o
sistema luso-tropicalista apontava para o sentido da igualdade na troca
das relações culturais entre colonizador português e o colonizado e que
o agudizar das tensões entre colonos e autóctones impunha uma medida
que contribuisse para a pacificação do espírito insubmisso dos nativos
africanos compreende-se a oportunidade desta decisão política.
Em
suma, esta medida pode equiparar-se à resolução do Imperador Caracala no
Império Romano em 212 d.C. ao decidir integrar no estatuto de cidadania
todos os habitantes livres do império para apaziguar revoltas em
algumas províncias mais contestatárias da autoridade romana. Assim, uma
vez que já estava consagrado o princípio da tendência do igual
tratamento a dar a colonizadores e a colonizados como ideologia do
luso-tropicalismo e a lei geral a explicitava impunha-se perante a
premência dos acontecimentos de sublevação nas províncias Africanas a
tomada desta decisão.
Nuno Sotto Mayor Ferrão
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A CAMPANHA DO SUL DE ANGOLA em 1915 I Preparação das operações
Foi num dos primeiros dias do mês de Fevereiro de 1915 que sua Ex.ª o General Pimenta de Castro, Ministro da Guerra e presidente do Governo, me fez o convite para assumir o comando das tropas expedicionárias ao Sul de Angola. Nessa ocasião Sua Ex.ª mostrou-me ser conveniente que, com este comando, acumulasse o cargo de Governador Geral da província.
Se é certo que as funções de comando no ultramar, onde os recursos escasseiam e as necessidades das tropas mais se acentuam, são suficientes para absorverem todas as atenções de quem as exerce, certo é também que, para que esse comando se possa efectuar com os menores atritos e a máxima utilidade, é muito vantajoso que não tenha a sua acção limitada ao campo puramente militar, e pelo contrario, ela se estenda a tudo o que possa interessar ás operações, o que se pôde conseguir fazendo convergir, na mesma pessoa as respon-sabilidades de comando e as responsabilidades governativas.
Assim o têm demonstrado todas as grandes campanhas coloniaes.
Foi por isto, e só por isto, que resolvi aceitar a.acumulação do governo da província de Angola com o comando superior das forças que nela iam operar. Assente pelo governo da Republica que eu me encarregasse da honrosa missão para que me convidou, nas condições que deixo expostas, eu, por minha vez, convidei para meu chefe de estado-maior o major de infantaria, com o curso do estado maior, João Ortigão Peres, lente do referido curso da Escola de Guerra.
Este oficial, com uma verdadeira isenção, com o seu patriotismo, e com a sua dedicação pessoal por mim, aceitou o meu convite, aceitação que Sua Ex.ª o Ministro da Guerra tornou efectiva, nomeando-o para o referido cargo. O primeiro trabalho a que procedemos foi à leitura de toda a correspondência trocada entre o Ministro das Colónias, o Governador Geral da Província, e o então comandante das forças expedicionárias, sr. tenente coronel do serviço do estado maior, Alves Roçadas, afim de ajuizarmos da situação.
Essa leitura levou-me às seguintes conclusões :
1º — Que a acção das forças da Damaraland no combate de Naulila não foi uma acção a fundo, pois não tendo elas efectuado a perseguição das nossas, pouco tempo depois se afastaram da fronteira.
(cortado pela censura)
2º — Que o resultado do combate de Naulila, conjunctamente com a intensa propaganda desde longa data efetuada pelos alemães e com a retirada das nossas forças, teve como consequência natural a rebelião, formal ou latente, de todo o gentio de além Cunene e da região do Humbe.
3º — Que pelas diversas e grandes requisições feitas pelo Governador Geral de Angola e pelo tenente coronel Alves Roçadas se verificava a existência de grandes dificuldades com que se lutava para pôr as tropas enviadas para o Sul de Angola em estado de executarem as operações, dificuldades principalmente derivadas da não existência de uma conveniente linha de étapes, do facto de os grandes reforços para ali enviados, depois, dos acontecimentos de Naulila, não terem sido precedidos, ou pelo menos acompanhados, de tudo quanto era necessário para a sua pronta entrada em acção, e ainda da circunstancia das funções de comando e as funções de Governo não estarem concentradas na mesma pessoa, o que, apesar de exercidas ambas por dois ofíciaes muito distínctos e patriotas, não pôde deixar de traduzir-se em falta de unidade de acção e em perda de tempo.
As duas primeiras conclusões constituíram a base do projecto de operações que apresentei a S. Ex.a o Ministro das Colónias e que foi aprovado com uma ligeira restrição.
A 3ª conclusão forneceu-me elementos para fazer as requisições que julguei necessárias para colocarem as forças do meu comando em condições de realísarem o esforço que lhes havia de exigir, devendo notar que, neste ponto, a leitura da correspondência não me desvendou completamente as dificuldades da situação, que só em Mossamedes pôde bem conhecer.
Uma questão de.alta importância me devia merecer também todo o cuidado, era a questão política internacional, e por isso procurei S. Ex.ª o Ministro dos Negócios Estrangeiros e lhe pedi os necessários esclarecimentos.
A nossa beligerância não estava nitidamente declarada; é certo que tinha havido um ataque efectuado pelas forças da Damaralandia aos nossos postos e às nossas forças, mas era duvidoso se aquelas forças eram regulares e se tinham procedido de motu-proprio, constituindo a sua acção um simples incidente de fronteira, ou se pelo contrario, tinham cumprido ordens do Governo local, ou até do Governo da Metrópole. Também se dizia que o Governo da União da África do Sul tinha encarregado o General Botha de invadir a Damaraland e muito importava saber se este facto se confirmava. Tudo isto se apresentava ao meu espirito por uma forma pouco definida e exigia que me fossem fornecidos dados precisos que me indicassem uma maneira de proceder nítida, clara e franca; doutro modo a acção das forças do meu comando podia vir a exercer-se por forma inconveniente, tanto sob o ponto de vista militar como sob o ponto de vista político.
O certo é que nenhuns esclarecimentos consegui obter de Sua Ex.ª e que parti orientado apenas pelo facto de ter sido aprovado o meu projecto de operações com a restrição a que já me referi e firmemente resolvido a não perder a menor oportunidade de desagravar o mais amplamente possível a honra nacional.
Seja-me permitido registar que a diplomacia portuguesa, sendo, por vezes, de uma indescrição surpreendente, é, noutras ocasiões, de uma reserva tão impenetrável que torna a sua acção inútil para quem nela precisa orientar a sua conducta.
Da leitura dos documentos existentes no Ministério das Colónias e do estudo das cartas do sul de Angola e da Damaraland, poude eu ainda em Lisboa, fazer uma ideia, tão aproximada quanto possível, da situação criada pelos acontecimentos de Naulila e portanto da tarefa que me cumpria realisar, e nela baseei como disse, o meu projecto de operações, em que quaisquer que fossem as modificações a introduzir-lhe in loco, em harmonia com o conhecimento mais directo dessa situação tinha que dominar, como fim geral a atingir, a preocupação de se reocupar o território abandonado ao gentio, ocupar a região do Cuanhama, que sendo nossa in nomine nunca tinha sofrido de facto o nosso domínio e se encontrava desde longa data muito trabalhada .pelos alemães da Damaraland, e principalmente castigar a afronta sofrida em Naulila, recebendo condignamente os alemães se eles tornassem ao nosso território, ou passando as nossas tropas a fronteira, para os atingir onde mais conviesse, prestando, em qualquer dos casos, um muito valioso concurso aos nossos aliados da África do Sul.
Tanto do exame das cartas, como do conhecimento de trabalhos de valor executados por distintos oficiais como, por exemplo, os de Eduardo Costa, Alves Roçadas, Eduardo Marques, e João de Almeida, eu concluí que tinha de escolher para base de operações o Humbe, que pela sua situação estratégica, para tal fim se impunha, pois, encontrando-se coberta pela linha defensiva do Cunene, está ao mesmo tempo, no centro das comunicações, que do planalto de Mossamedes se dirigem para o Evale, Cuanhama, Cuamato, Dongoêna, e portanto nas melhores condições para dali se proceder à submissão do gentio revoltado, e pela sua conveniente distancia à fronteira, para aí se basearem operações, quer ofensivas, quer defensivas, contra os alemães.
Nessa, região devia eu portanto fazer a concentração do grosso das minhas forças, mas impunha-se-me também a obrigação de ter devidamente observada a linha de penetração que do posto de Cuangar se estende pelo vale do Cubango em direcção ao posto A, para daí se dirigir por Cassinga ao planalto de Mossamedes ou internar-se no distrito de Benguela e a linha que do Cunene mais directamente se encaminha para o referido planalto, isto é, a linha Otchinjau-Pocolo-Chibia-Lubango.
Certo era que tudo indicava que no caso de nova incursão alemã, por qualquer destas linhas só se poderia esperar ligeiras demonstrações, para nos obrigagarem a dividir as nossas forças, visto as duas primeiras linhas serem muito extensas, excêntricas e em que o inimigo quanto mais se internasse mais perigos correria, e a terceira atravessar terreno difícil e ser facilmente cortada por qualquer movimento de flanco executado peias tropas que se deslocassem do Humbe, ou de qualquer outro ponto conveniente da linha que liga esta região com o planalto de Mossamedes.
O que era porem incontestável era a necessidade de fazer ampliar no Humbe as operações dum efectivo que não deveria ser inferior a uns 6 a 7.000 homens e uns 3.000 solipedes, para o que se tornava necessário prover o estabelecimento de uma solida linha de étapes de uns 600 kilometros de extensão, e a necessidade de igualmente ter tropas nas linhas de Cubango de Otchinjau-Pocolo, de muito menor efectivo, mas exigindo também a montagem de linhas secundárias de étapes com menores recursos, mas sendo a do Cubango ainda mais extensa que a linha principal.
Todas estas considerações acrescidas com o conhe-mento de que nos últimos 4 anos tinha havido grande falta de chuvas no sul de Angola, portanto aí dominava a fome, me levaram a mesmo aqui em Lisboa, considerar como questão capital para a honrosa, mas difícil missão que me fora confiada, a dos abastecimentos e dos respectivos transportes, devendo estes últimos ser o mais rápido possível porque a estreiteza de tempo que se tinha para realizar as operações, derivada da pressão inglesa exercida na Damaraland, que naturalmente atiraria com os alemães, para a nossa fronteira, e da necessidade de dar ás mesmas operações a maior amplitude antes do começo das chuvas (fins de setembro) assim o exigia. Por isso perfilhei todas as requisições de viveres e transportes que se encontravam no Ministério das Colónias ainda por satisfazer, completei-as como julguei conveniente, reservando-me para, de Angola, as modificar, se o entendesse necessário, insisti pela aquisição imediata de 80 camions automóveis e 750 carros alentejanos, requisitados com urgência pelo Governador Geral, Norton de Matos, exigi que, partindo eu em 5 de Março tivesse em Mossamedes em l de Abril, viveres para 4 meses e metade dos transportes requisitados e em l de Maio viveres para 6 meses e a totalidade desses transportes, tencionando montar devidamente as linhas de étapes logo que chegasse, a Mossamedes, Principiaria em Abril a escalonar os víveres pelos respectivos postos, completaria em Maio o abastecimento dos depósitos principaes de Lubango, Gambo e Humbe e no fim desse mês, ou princípios de Junho, poderia iniciar as operações de Alem-Cunene com todo o desembaraço.
Infelizmente as promessas feitas de cumprimento destas exigências não foram cumpridas com o rigor e a pontualidade requeridas, apesar da minha constante insistência, e daí resultaram as dificuldades com que lutei durante toda a minha estada em Angola e que no decurso deste relatório resaltarão!
Tendo embarcado no África em 5 de Março, desembarquei em Loanda em 21 desse mês, tendo assumido, neste mesmo dia, o Governo da província, imediatamente principiei a ocupar-me com o maior ardor de tudo o que interessava as operações e ali podia tratar pensando contudo em prolongar o menos possível a minha estada nessa cidade; porque estava verdadeiramente ansioso de seguir para o Sul, afim de poder de visu conhecer a situação. Não foi porem de pouca utilidade a minha demora em Loanda.
Da troca de impressões com o secretário geral e com os governadores dos distritos do Congo e Lunda, colhi a confirmação de que os acontecimentos de Naulila tinham tido a natural repercursão não só no gentio do sul mas também no de toda a província que, por numerosos indícios, revelava mais ou menos declaradamente o seu espirito de rebelião, o que me levou a recomendar a esses governadores, e depois por escrito, a todos os dos outros distritos, que procurassem comtemporisar e fazer face a qualquer manifestação mais evidente da rebeldia com os recursos próprios, que o reflexo dos futuros acontecimentos do sul muito contribuiriam para o restabelecimento da quietação em toda a província. Da revista que passei ás tropas estacionadas em Loanda (1 bateria de artilharia de montanha e 1 companhia de infantaria 20) e da forma como as vi realisar vários exercícios colhi as melhores impressões, a respeito do seu aprumo, disciplina e instrução.
(...)
ORIGEM DESTE ARTIGO
Pereira de Eça, Campanha do Sul de Angola em 1915. Lisboa, Imprensa Nacional, 1921 (109 páginas). O fragmento aqui reproduzido é das páginas 57-63.
Pereira de Eça, Campanha do Sul de Angola em 1915. Lisboa, Imprensa Nacional, 1921 (109 páginas). O fragmento aqui reproduzido é das páginas 57-63.
Hunters and herders of southern Africa:a comparative ethnography of the Khoisan peoples
Os Khoisan são um aglomerado de povos sul Africano, incluindo os bosquímanos San famosos ou "caçadores", o Khoekhoe "pastores" (no passado chamado "hotentotes"), e os Damara, também um povo de pastoreio. A maioria dos Khoisan vivem no deserto Kalihari e áreas vizinhas do Botswana e Namíbia. Apesar das diferenças em seus modos de vida, os vários grupos têm muito em comum, e este livro explora essas semelhanças ea influência do ambiente sobre a sua cultura e organização social. Este é o primeiro livro sobre o Khoisan como um todo a ser publicado desde 1930.
Para traduzir para português, clicar AQUI
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Angola: Imagens de Ontem...e de hoje

1º Edifício dos Correios em local não determinado.
A evolução dos Correios no Huambo. Em 1912 com a expansão do Caminho de Ferro de Benguela, o empreiteiro inglês Pauling estabeleceu no Huambo um acampamento e toda a correspondência vinda do exterior passou a ser endereçada a "Pauling Town".
Norton de Matos, recém empossado Governador Geral de Angola, não
apreciou a situação e deu ordens para devolver toda a correspondência
destinada a Pauling Town e daí a necessidade da construção do primeiro
edifício dos Correios do Huambo.
Os CTT na antiga Praça Salazar


O moderno edifício dos Correios
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Outras imagens de Angola do outro lado do tempo...
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Um passeio por essa terra maravilhosa nos anos 60/70
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Noticia do estado em que se acha o povo de Angola, desituido de mestres, parochos e egrejas, e considerações a'cerca da necessidade e facilidade de remediar tão grandes males (e-Livro Google)
Tres seculos têem
decorrido, depois que a Religião Catholica, sob a protecção sincera e
efficaz de D. João II e D. Manoel foi, pela primeira vez, abraçada nas
vastas regiões do Congo, e mais tarde em Angola.
Os primeiros Missionarios
pertenciam á Ordem de S. Domingos; seguiram-se depois os Padres da
Companhia de Jesus, os da Terceira Ordem da Penitencia, Capuchinhos, e
Carmelitas Descalços.
O zelo dos Missionarios, a
protecção real, a boa disposição dos povos, fizeram com que a Religião
Catholica prosperasse. Apenas tinham decorrido seis annos depois do
descobrimento do Congo (1491), e já estavam lançados os fundamentos da
Cathedral em S. Salvador, que em pouco tempo foi acabada, tendo-se antes
convertido o rei, a rainha, as pessoas mais principaes, e por
conseguinte o povo.
No anno de 157i, D.
Sebastião cuidou em seguir as piladas de seus augustos predecessores,
enviando muitos Missionarios para as terras de Angola. Os fructos das
missões corresponderam á boa vontade que lhes dava impulso, e em breve
tempo foram fundadas muitas Egrejas, ou Parochias por aquella vasta
região. Eis-aqui uma relação d'aquellas, de que podemos alcançar
noticia.
Cidade de Loanda, — duas Parochias, a Sé, e a de Nossa Senhora dos Remedios. Ilha de Cazeange — a de S. João Baptista. Calumbo — a de S. José. Presidio de Muxima — a de Nossa Senhora da Conceição. Villa de Massangano —
a de Nossa Senhora da Victoria: no districto desta villa foram fundadas
mais as seguintes Egrejas — a de S. Benedicto, Santo António de Lainha — Nossa Senhora da Conceição de Gonga-andalla — Santa Anna de Loabo — Santo Antonio de Quibanzo — S. Bartholomeu de Tamba — Nossa Senhora do Desterro de Quexoto —^ João de Cacuzo. Cambambe — Nossa Senhora do Rosario. Pedras de Pungo-an-dongo — Nossa Senhora do Rosario. Bengo — a de Santo Antonio. Bango-aquitamba — S. Hilarião. Ambaca — Nossa Senhora da Assumpção. Encoge — S. José. Dande — Santa Anna. Libongo — S. José. Icolo, districto do Golungo — S. José. Talamatumbo — S. João. Combe — Nossa Senhora do Desterro. Chocolo — Nossa Senhora do Livramento. Quilombo— S. João Evangelista. Nos Quikngues — as Parochias de Santa Anna e de Nossa Senhora dos Remedios. Contornos de Ambaca-Lucamba — S. Joaquim. Benguella, 5. Filippe — a de Nossa Senhora do Populo. Caconda — Nossa Senhora da Conceição. Continua...
Para lâr clicar AQUI
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Religião Católica em Angola,
xix
Pacto colonial e industrialização de Angola (anos 60-70) Adelino Torres Instituto Superior de Economia
INTRODUÇÃO
De 1961 aos anos 70 verificou-se uma viragem na política colonial portuguesa, especialmente no que se refere a Angola. O pacto colonial tradicionalmente aplicado pelo colonialismo português foi substituído por uma política «desenvolvimentista» de que resultaram, para o aparelho produtivo e para o próprio conjunto societal angolano, profundas transformações. Depois de observar alguns aspectos dessa nova orientação nos sectores das indústrias extractivas e transformadoras e no sector bancário, o objectivo deste trabalho é tentar demonstrar, ainda que parcialmente, que o processo de «industrialização/desenvolvimento» da colónia traduzia finalmente a passagem do antigo pacto colonial (Angola fornecedora de matérias-primas, economia de exploração e mercado das indústrias transformadoras e do vinho metropolitano) a um novo pacto colonial de que a industrialização de Angola era, paradoxalmente (pelo menos na aparência), a condição básica. Essa reestruturação global, ao mesmo tempo da metrópole e da colónia, passava pela deslocalização das indústrias no interior do «espaço económico português» e respondia aos imperativos da integração progressiva de Portugal na CEE, que começava a preparar-se. Para poder suportar, com uma certa «margem de manobra» económica, mas também política, a concorrência da chamada ordem económica internacional, Portugal propunha-se alterar previamente certas coordenadas do seu espaço metropolitano-colonial. No termo de etapas forçosamente gradativas, a economia portuguesa pretendia alcançar um estádio «europeu» onde a sua classe dirigente detivesse o controlo dos principais mecanismos do poder económico moderno: a tecnologia, as finanças, o domínio de um mercado interno (interterritorial) alargado, a participação crescente nos Page 2 recursos não renováveis e a disponibilidade, de uma mão-de-obra barata na área neocolonizada africana. O crescimento registado em Angola de 1961 a 1974 inseria-se portanto, antes de mais, na estratégia global de um projecto de reconversão da própria economia e da sociedade portuguesa, confrontada, por seu turno, com a mundialização progressiva da economia internacional. Até aos anos 60, Angola foi, como dissemos, essencialmente um reservatório de matérias-primas e de produtos primários e um mercado dos produtos semitransformados da economia metropolitana. As estruturas industriais eram praticamente inexistentes na colónia, os investimentos desencorajados e a penetração dos capitais estrangeiros severamente regulamentada. A era das independências africanas veio, contudo, exercer uma pressão externa considerável, completada, em 1961, pela revolta do movimento nacionalista angolano. 1961 marca, por consequência, o início de um novo período e a década caracterizar-se-á por modificações importantes na acção colonialista. O território foi aberto aos investimentos nacionais e estrangeiros. Progressivamente, as exportações de ferro e de petróleo ocuparam lugares cimeiros ao lado de produtos «tradicionais», como o café e os diamantes, e as importações para equipamento tornaram-se realmente significativas. Os II e III Planos de Fomento, respectivamente de 1959-64 e de 1968-73, consagraram grande parte dos investimentos previstos às infra-estruturas económicas - transportes, comunicações, indústrias extractivas e indústrias transformadoras. Nos princípios da década de 70, a taxa de crescimento da economia angolana atingia níveis elevados e o período iniciado em 1961 apresentava um balanço onde eram evidentes as modificações estruturais decorridas. A produção diversificara-se, o sistema bancário expandira-se e o capital apresentava fortes indícios de concentração em vários ramos de actividade. Apesar disso, a colónia não perdeu a raiz extrovertida do seu aparelho produtivo e continuou a caracterizar-se por uma profunda dependência em relação ao exterior, evidenciada, em particular, na acumulação dos saldos negativos da sua balança de pagamentos. Em Novembro de 1971, com a publicação do Decreto-Lei n.° 478/71, assistiu- se a uma nova viragem da política portuguesa em Angola. Pretende-se «solver o Page 3 défice» da balança de pagamentos, «proteger» as indústrias transformadoras locais e impulsionar «um arranque económico equilibrado» no quadro da «interdependência» dos territórios no «espaço económico português». Na verdade, projectada a progressiva integração na Comunidade Económica Europeia, consagrada pelos acordos de Bruxelas de 1972, a classe dirigente metropolitana preparava uma profunda reestruturação da economia, através da descolonização de indústrias e capitais no interior do espaço metrópole/colónias, numa dinâmica que lhe permitisse conciliar as forças centrífugas expressas na aproximação à Europa e nas alterações inevitáveis do estatuto colonial. Essa dinâmica passava justamente pela industrialização (relativa) de Angola e pela deslocalização para aquela colónia das indústrias portuguesas «subalternas». O mercado único português não era mais do que uma nova redistribuição de funções nas esferas da circulação e da produção dentro de um bloco politicamente dominado.
INDUSTRIALIZAÇÃO E CONCENTRAÇÃO DO CAPITAL
Entre 1960 e 1972, a progressão da produção das indústrias extractivas foi particularmente sensível nos três principais ramos: diamante, ferro e petróleo, como se pode verificar no quadro n.° 1. Entre 1962 e 1968, a taxa de crescimento das indústrias extractivas foi de mais de 170% (cerca de 28% por ano)1, com preponderância para o ferro (702%) e diamantes (153%). Entre 1968 e 1969, as vendas de ferro duplicaram e as vendas de petróleo quadruplicaram...
CONTINUA....
O SABER NÂO OCUPA LUGAR: A Ordem Criminosa do Mundo - Eduardo Galeano e Jean Ziegler na TVE
A Ordem Criminosa do Mundo - Eduardo Galeano e Jean Ziegler na TVE
Excelente!
Se ontem quem ditava as leis, para o bem e para o mal, eram os políticos que nos governavam, hoje as leis são-nos impostas a partir de fora pelos homens do dinheiro. Hoje como ontem o povo barafusta, não entende, guerreia-se, acusa-se. Eles, os que mandam (colonialistas, imperialistas, globalistas financeiros, etc.)saiam-se sempre bem! Eles vivem, o povo vai vivendo ou...vegetando, quando não guerreando-se, instigados de fora...
Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. (Docverdade)
Conselho: vejam até ao fim.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Angola minha terra (Albano Neves e Sousa)

Quando me comecei a entender por gente foi Angola que vi à minha volta. Não aquela Angola de que falavam os livros,mas uma Angola fria e triste de árvores negras e manhãs de nevoeiro, a Angola dos planaltos. A minha vida tem sido sempre uma espécie de jardim de cactos, tão depressa está cheia de flores, como de repente, só de espinhos.
Esta alternância principiou quando comecei a encontrar-me. Brinquei com os meninos da terra, falei umbundo e cacei passarinhos. Nunca precisei roubar fruta no quintal dos vizinhos, pois ia ao mato apanhar os "Lohengos", os "Maboques" e as "Nochas", que comia com os meus amigos às escondidas da minha avó, que não considerava essas coisas como frutas…

Entretanto, começou a doença da pintura, com tintas que a minha mãe tinha, e quando elas acabavam eu fabricava as minhas com terras e frutas bravas e os pincéis eram feitos com pêlo de bicho do mato, velhos cartuchos de metal que eu serrava e um caniço… O pêlo amarrado era seguro com pez e funcionava…
Aos 15 anos fiz no Andulo, terra que eu não sei se ainda existe, a minha primeira exposição, promovida por um amigo do meu pai e que constava de aguarelas, desenhos e caricaturas.
Até aqui tudo eram flores, porém, começaram a aparecer os espinhos quando me mandaram para Luanda, fazer, já tarde e a más horas, o Liceu. A viagem, na época, já era uma autêntica aventura. Quando cheguei ao Dondo, descobri a tal outra Angola, onde tudo era calor, desconforto, mosca do sono, mosquitos…
Em Luanda encontrei um ambiente de cidade a que eu, menino do mato, não estava habituado. O povo falava kimbundo, que eu não entendia. Mesmo o português que eu falava era diferente daquela fala coloquial que a gente usava em casa. A toda a hora ouvia palavras novas. Quando me sobreveio o Camões, no Liceu, eu excomunguei o vate bastantes vezes…
Comecei então a pintar com tintas boas e ao mesmo tempo a descobrir a praia, gente da minha idade, pessoas e coisas que não conhecia.
De tudo isto resultaram insucessos nos estudos e atritos com o meu pai, do que resultou a libertação da tutela familiar. Comecei a viver só, com 17 anos. Fiz a primeira exposição em Luanda.

Aí apareceram uma data de espinhos na minha vida, pois passei a estudar à minha custa.
Entrei para o quadro administrativo fazendo parte da Missão Etnográfica, que recolhia material para o Museu de Angola. A Missão era chefiada por Álvaro Canelas e composta por mim e por um colega que sabia música - António Campino. Naquele tempo ainda não havia gravadores de som.
Corremos meia Angola: Quissama, Moxico, Dembos e outros lugares, desenhando e pintando. Entretanto, eu fazia também desenhos para mim. Embebia-me de paisagem. A terra, tão diferente do planalto, me encantava. As noites eram pontuadas de gritos de hienas, que vinham ali à nossa porta na Quissama.
As paisagens com imbondeiros enormes marcaram essa época e, apesar do aparente desconforto, tudo eram flores. Era Angola a tomar a pouco e pouco conta de mim.
Quando comecei a readquirir equilíbrio e tinha já mostrado Angola em Portugal, Espanha e outros lugares, sobreveio repentinamente 1961.
Por ocasião dos primeiros acontecimentos eu estava expondo no Museu de Angola. A exposição fechou antes de tempo. Eu não compreendia a situação de ver os meus amigos se entrematando. Acho que entrei em depressão e aproveitando um convite do Comandante Sarmento Rodrigues fui para Moçambique, onde passei 11 meses, desenhando pelo interior.
De regresso a Luanda expus no ABC a minha pintura abstracta. Lancei o livro Batuque de poesia. Logo a seguir visitei São Tomé.
Fui fazer uma exposição em Lisboa e, a convite do Itamaraty, fui visitar o Brasil. Ia para ficar três meses e acabei ficando seis, a maior parte do tempo em Salvador.
Publiquei o livro de poesia Muênho . Depois de ver o Brasil fiquei com vontade de conhecer a Guiné e Cabo Verde, para onde parti.

Encantei-me com Cabo Verde. Conheci o Jorge Barbosa, trocámos poemas, conversámos noites a fio, aquelas noites "sabe e silenciosa" do Mindelo. Subi ao vulcão do Fogo. A paisagem árida e titânica das ilhas empolgou-me e apesar da aspereza da terra quando de lá saí o meu jardim de cactos estava completamente em flor.
Daí fui para a Guiné - em plena guerra. O general Spínola através do seu monóculo deve ter pensado que pintor é mesmo raça de maluco e que não era hora de pintar coisas na Guiné… Pintei e não me arrependi A paisagem da Babel Negra é deslumbrante, e não posso esquecer a maravilha dos céus da Guiné, antes dos tornados.
Desta expedição resultou a maior exposição que até hoje levei a cabo. Ocupei duas salas do SNI. Uma, só com coisas de Angola e a outra com os aspectos da então África Portuguesa, que consegui reunir através dos anos. Acabei fazendo dois livros de desenhos Angola a Branco e Preto e …Da Minha África e do Brasil que eu vi… , o primeiro com prefácio do meu amigo Jorge Amado e o segundo com prefácio do saudoso Professor Câmara Cascudo, ilustre folclorista do Rio Grande do Norte (Brasil).
Convidado por Jorge Galveias, fiz, também, na altura a exposição "Mulheres de Angola", a primeira que realizei no Casino Estoril e que resultou num livro com gravuras a cores dos quadros expostos.
O meu jardim continuava óptimo, florido e viçoso. Regressado a Angola descobri o deserto.O Namibe em flor é um espectáculo que jamais esquecerei. Um amigo nosso, que era guia no deserto enviou-me um telegrama que dizia só: Venham - Choveu no deserto!
Fomos eu e a minha mulher e ficamos loucos ao ver um mar de delicadas florinhas azuis, rosa e brancas, que se desfaziam ao menor toque. Gramíneas ondeavam ao vento como uma seara de prata, onde antílopes, esguios como estátuas, passeavam - quais figuras de um frizo egipcio… Tenho saudades do deserto. Fui expor à África do Sul e logo a seguir voltaria a Lourenço Marques. Entretanto, aconteceu o 25 de Abril. Dizem que foi muita coragem o abrir a exposição em plena agitação social…
O meu jardim nessa altura mostrava os espinhos por todos os lados.
Regressei a Angola para preparar a exposição programada para o Rio de Janeiro e, embora com uma aparente calma, já havia agitação. O meu livro Macuta e Meia de Nada , impresso em Sá da Bandeira, vinha para Luanda num camião que foi incendiado. Guardo um único exemplar, onde estão os meus poemas de Cabo Verde.
Entretanto, segui para o Rio, onde expus conforme o programa e lá fui contactado pela TAAG para fazer a decoração dos Boeing de Angola. Segui para Seatle onde estive fazendo o trabalho e logo depois regressei ao Rio, e daqui a Lisboa.
O regresso a Angola ficou problemático e voltámos para o Brasil, onde fui recomeçar vida em Salvador aos cinquenta e muitos anos.
O meu jardim de cactos estava pior que nunca. Metade das raízes estavam arrancadas e tive muito trabalho para as aconchegar na minha nova terra.
Entretanto, o calor humano dos amigos nos ajudou a recomeçar. Durante os primeiros meses fiquei agarrado aos queixos olhando para o vazio, mas a pouco e pouco fui ganhando coragem e comecei a pintar outra vez. Para exorcizar os meus fantasmas fiz mais um livro, Olohuma , que saiu pela mão amiga do Rodrigo Leal Rodrigues, de São Paulo. A vida tornou a entrar no caminho direito. O meu jardim na nova terra ganhou forças e deu novas flores que esconderam os espinhos.
…como não consegui viver em Angola vivia ela em mim, como coisa íntima e secreta e eu a mostro com o carinho de sempre a quem quer ou pode apreciá-la… por isso lhe chamo "Angola Minha Terra".
Albano Neves e Sousa
Extratos do Livro
. Angola Minha Terra (Neves e Sousa)
. Angolano (poema)
. O pintor de Angola (Jorge Amado)
. Para além dos quadros e quadras (Anacoreta Correia)
VER AQUI
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sábado, 12 de novembro de 2011
Genética: um senso comum científico e uma abordagem religiosos para Resolver a Origem Humana. Gary Fortson
Pode traduzir de inglês para português, copiando partes do texto e colocando aqui Google Translater
Trata-se de um síte concebido para lhe mostrar, passo a passo, como preto, brancos e asiáticos se ramificaram como seres humanos. Fala do conceitos de "Raça", da falsa teoria da Evolução de Genética,
desacredira o cientista alemão Johann Friedrich Blumenbach, que em 1795 dividiu a espécie humana em em cinco grupos e chamadas raças, aborda o criacionismo, e teorias darwinianas de evolução das espécies, o problema do albinismo, etc.etc



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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Poetas Angolanos: poema de Antero Abreu "A tua voz Angola"
| A TUA VOZ ANGOLA |
Nos tribos
E assobios
Dos pássaros bravios
Ouço a tua voz Angola.
Dos fios
Esguios
Em arrepios
De mulembas sólidas
Escorre a tua voz Angola.
Nas ondas calemas
Barcos e velas
Dongos traineiras
Âncoras e cordas
Freme a tua voz Angola.
Em rios torrentes
Regatos marulhentos
Lagoas dormentes
Onde morrem poentes
Brilha a tua voz Angola.
No andar da palanca
No chifre do olongo
No mosqueado da onça
No enrolar da serpente
Inscreve-se a tua voz Angola.
No acordar dos quimbos
Nos cúmulos e nimbos
Nos vapores tímidos
Em manhãs de cacimbo
Flutua a tua voz Angola.
Na pedra da encosta
No cristal de rocha
Na montanha inóspita
No miolo e na crosta
Talha-se a tua voz Angola.
Do chiar dos guindastes
Do estalar dos braços
Do esforço e do cansaço
Emerge a tua voz Angola.
No ronco da barragem
No camião da estrada
No comboio malandro
Nos gados transumantes
Ecoa a tua voz Angola.
Dos bongos e cuicas
Concertinas apitos
Que animam rebitas
Farras das antigas
Salta a tua voz Angola.
A flor da buganvilia
A rosa e o lírio
Cachos de gladíolos
O gengibre e a cola
Perfumam a tua voz Angola.
Ouve-se e sente-se e brilha
A tua voz Angola
Inscreve-se nos seres talha-se nas rochas
A tua voz Angola
Vai com o vento goteja com o suor
A tua voz Angola
Por toda a parte por toda a parte
A tua voz Angola
Que voz é essa tão forte e omnipresente
Angola?
Que voz é essa omnipresente e permanente
Angola?
É a voz dos vivos e dos mortos
De Angola
É a voz das esperanças e malogros
De Angola
é a voz das derrotas e vitórias
De Angola
É a voz do passado do presente e do porvir
De Angola
É a voz do resistir
De Angola
É a voz dum guerrilheiro
De Angola
É a voz dum pioneiro
De Angola.
Antero Abreu
in "A Tua Voz Angola"
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
ANGOLA (Videos): nativos nos seus modos de vida, características físicas, hábitos e costumes.
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domingo, 6 de novembro de 2011
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