Este blog visa apenas dar visibilidade a textos de autores considerados de interesse para a compreensão da História Colonial de Angola. Por abarcar os mais diversas abordagens, é um blog dedicado aos de espirito aberto, que gostam de avaliar assuntos, levantar questões e tirar por si próprios suas conclusões. É natural que alguns assuntos venham a causar desagrado, e até reacções da parte daqueles cujas perspectivas estejam firmemente cristalizadas.
domingo, 4 de dezembro de 2011
A Descolonização Portuguesa: depoimentos do Gen. Soares Carneiro, Brigadeiro Passos Ramos, Brigadeiro Pesarat Correia e Coronel Rui Antunes Tomás
sábado, 3 de dezembro de 2011
Reconstrução colonial portuguesa e revisionismo colonial alemão
...Aquele que
procure considerar a literatura alemã concernente a temas do mundo de
língua portuguesa no intuito de estudar o desenvolvimento do pensamento
nesse ramo de estudos depara-se com nomes poucos conhecidos. Um deles é
Ernst Gerhard Jacob, autor de livros difundidos até um passado
relativamente recente.
...Em
1935, Ernst Gerhard Jacob publicou um extenso artigo sobre a Política
Colonial Portuguesa, na qual não apenas a descreve e valoriza para os
leitores alemães, como também tira singulares conclusões da comparação
de tendências entre Portugal e a Alemanha. (Ernst Gerhard Jacob,
"Portugals moderne Kolonialpolitik", )
...A
Oliveira Salazar, a quem Ernst Gerhard Jacob designa como grande
reformador político e homem simples do povo, cabia, segundo êle, o
principal mérito não apenas de ter colocado em ordem as finanças do país
como também de ter devolvido ao povo, com base no seu grande passado, a
fé na sua própria força para o cumprimento das tarefas que a história
lhe havia dado.
Reconstrução colonial portuguesa e revisionismo colonial alemão
Ernst Gerhard Jacob (1899-1974): Portugal como modêlo de uma Colonialística alemã e
a "Kolonialschuldlüge" de Heinrich Schnee (1871-1949)
a "Kolonialschuldlüge" de Heinrich Schnee (1871-1949)
Ciclo de estudos Portugal-África-Alemanha-Brasil em Frankfurt a.M. e outras cidades pelos
10 anos do colóquio internacional "Dimensões européias de Portugal" da A.B.E.. Saxônia: Göhren/Grima e vale do Mulde
10 anos do colóquio internacional "Dimensões européias de Portugal" da A.B.E.. Saxônia: Göhren/Grima e vale do Mulde
Texto integral
O PENSAMENTO ULTRAMARINO DE ADRIANO MOREIRA DE 1961 A 1963 COMO MINISTRO
Retrato do Professor Doutor Adriano Moreira que figura na galeria dos antigos Presidentes da Sociedade de Geografia de Lisboa
Adriano
José Alves Moreira foi nomeado por António de Oliveira Salazar em 1961
para a pasta do Ultramar. Teve neste cargo uma intensa actividade
legislativa em que se destacaram o Código do Trabalho Rural e a extinção
do Estatuto do Indigenato e visitou os territórios ultramarinos com uma
grande aclamação popular[1].
Em fins de 1962 defendendo a autonomia progressiva das colónias entra
em divergência profunda com o Presidente do Conselho de Ministros que
não aceita a continuação desta sua estratégia reformista da política
ultramarina por achar que isso o colocava em causa, tendo Adriano
Moreira, numa destas reuniões desavindas, dito a António de Oliveira
Salazar: “Acaba de mudar de ministro”[2].
No
contexto da guerra colonial que se desencadeou em Angola em 1961 Adriano
Moreira foi obrigado pela força das circunstâncias históricas e das
suas convicções a revogar o Estatuto do Indigenato e a atribuir a
cidadania a todos os habitantes do império colonial português. Se
tivermos em conta que em 1953 com a Carta Orgânica das Províncias
Ultramarinas se previa a transitoriedade do Estatuto do Indigenato, que o
sistema luso-tropicalista apontava para o sentido da igualdade na troca
das relações culturais entre colonizador português e o colonizado e que
o agudizar das tensões entre colonos e autóctones impunha uma medida
que contribuisse para a pacificação do espírito insubmisso dos nativos
africanos compreende-se a oportunidade desta decisão política.
Em
suma, esta medida pode equiparar-se à resolução do Imperador Caracala no
Império Romano em 212 d.C. ao decidir integrar no estatuto de cidadania
todos os habitantes livres do império para apaziguar revoltas em
algumas províncias mais contestatárias da autoridade romana. Assim, uma
vez que já estava consagrado o princípio da tendência do igual
tratamento a dar a colonizadores e a colonizados como ideologia do
luso-tropicalismo e a lei geral a explicitava impunha-se perante a
premência dos acontecimentos de sublevação nas províncias Africanas a
tomada desta decisão.
Nuno Sotto Mayor Ferrão
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A CAMPANHA DO SUL DE ANGOLA em 1915 I Preparação das operações
Foi num dos primeiros dias do mês de Fevereiro de 1915 que sua Ex.ª o General Pimenta de Castro, Ministro da Guerra e presidente do Governo, me fez o convite para assumir o comando das tropas expedicionárias ao Sul de Angola. Nessa ocasião Sua Ex.ª mostrou-me ser conveniente que, com este comando, acumulasse o cargo de Governador Geral da província.
Se é certo que as funções de comando no ultramar, onde os recursos escasseiam e as necessidades das tropas mais se acentuam, são suficientes para absorverem todas as atenções de quem as exerce, certo é também que, para que esse comando se possa efectuar com os menores atritos e a máxima utilidade, é muito vantajoso que não tenha a sua acção limitada ao campo puramente militar, e pelo contrario, ela se estenda a tudo o que possa interessar ás operações, o que se pôde conseguir fazendo convergir, na mesma pessoa as respon-sabilidades de comando e as responsabilidades governativas.
Assim o têm demonstrado todas as grandes campanhas coloniaes.
Foi por isto, e só por isto, que resolvi aceitar a.acumulação do governo da província de Angola com o comando superior das forças que nela iam operar. Assente pelo governo da Republica que eu me encarregasse da honrosa missão para que me convidou, nas condições que deixo expostas, eu, por minha vez, convidei para meu chefe de estado-maior o major de infantaria, com o curso do estado maior, João Ortigão Peres, lente do referido curso da Escola de Guerra.
Este oficial, com uma verdadeira isenção, com o seu patriotismo, e com a sua dedicação pessoal por mim, aceitou o meu convite, aceitação que Sua Ex.ª o Ministro da Guerra tornou efectiva, nomeando-o para o referido cargo. O primeiro trabalho a que procedemos foi à leitura de toda a correspondência trocada entre o Ministro das Colónias, o Governador Geral da Província, e o então comandante das forças expedicionárias, sr. tenente coronel do serviço do estado maior, Alves Roçadas, afim de ajuizarmos da situação.
Essa leitura levou-me às seguintes conclusões :
1º — Que a acção das forças da Damaraland no combate de Naulila não foi uma acção a fundo, pois não tendo elas efectuado a perseguição das nossas, pouco tempo depois se afastaram da fronteira.
(cortado pela censura)
2º — Que o resultado do combate de Naulila, conjunctamente com a intensa propaganda desde longa data efetuada pelos alemães e com a retirada das nossas forças, teve como consequência natural a rebelião, formal ou latente, de todo o gentio de além Cunene e da região do Humbe.
3º — Que pelas diversas e grandes requisições feitas pelo Governador Geral de Angola e pelo tenente coronel Alves Roçadas se verificava a existência de grandes dificuldades com que se lutava para pôr as tropas enviadas para o Sul de Angola em estado de executarem as operações, dificuldades principalmente derivadas da não existência de uma conveniente linha de étapes, do facto de os grandes reforços para ali enviados, depois, dos acontecimentos de Naulila, não terem sido precedidos, ou pelo menos acompanhados, de tudo quanto era necessário para a sua pronta entrada em acção, e ainda da circunstancia das funções de comando e as funções de Governo não estarem concentradas na mesma pessoa, o que, apesar de exercidas ambas por dois ofíciaes muito distínctos e patriotas, não pôde deixar de traduzir-se em falta de unidade de acção e em perda de tempo.
As duas primeiras conclusões constituíram a base do projecto de operações que apresentei a S. Ex.a o Ministro das Colónias e que foi aprovado com uma ligeira restrição.
A 3ª conclusão forneceu-me elementos para fazer as requisições que julguei necessárias para colocarem as forças do meu comando em condições de realísarem o esforço que lhes havia de exigir, devendo notar que, neste ponto, a leitura da correspondência não me desvendou completamente as dificuldades da situação, que só em Mossamedes pôde bem conhecer.
Uma questão de.alta importância me devia merecer também todo o cuidado, era a questão política internacional, e por isso procurei S. Ex.ª o Ministro dos Negócios Estrangeiros e lhe pedi os necessários esclarecimentos.
A nossa beligerância não estava nitidamente declarada; é certo que tinha havido um ataque efectuado pelas forças da Damaralandia aos nossos postos e às nossas forças, mas era duvidoso se aquelas forças eram regulares e se tinham procedido de motu-proprio, constituindo a sua acção um simples incidente de fronteira, ou se pelo contrario, tinham cumprido ordens do Governo local, ou até do Governo da Metrópole. Também se dizia que o Governo da União da África do Sul tinha encarregado o General Botha de invadir a Damaraland e muito importava saber se este facto se confirmava. Tudo isto se apresentava ao meu espirito por uma forma pouco definida e exigia que me fossem fornecidos dados precisos que me indicassem uma maneira de proceder nítida, clara e franca; doutro modo a acção das forças do meu comando podia vir a exercer-se por forma inconveniente, tanto sob o ponto de vista militar como sob o ponto de vista político.
O certo é que nenhuns esclarecimentos consegui obter de Sua Ex.ª e que parti orientado apenas pelo facto de ter sido aprovado o meu projecto de operações com a restrição a que já me referi e firmemente resolvido a não perder a menor oportunidade de desagravar o mais amplamente possível a honra nacional.
Seja-me permitido registar que a diplomacia portuguesa, sendo, por vezes, de uma indescrição surpreendente, é, noutras ocasiões, de uma reserva tão impenetrável que torna a sua acção inútil para quem nela precisa orientar a sua conducta.
Da leitura dos documentos existentes no Ministério das Colónias e do estudo das cartas do sul de Angola e da Damaraland, poude eu ainda em Lisboa, fazer uma ideia, tão aproximada quanto possível, da situação criada pelos acontecimentos de Naulila e portanto da tarefa que me cumpria realisar, e nela baseei como disse, o meu projecto de operações, em que quaisquer que fossem as modificações a introduzir-lhe in loco, em harmonia com o conhecimento mais directo dessa situação tinha que dominar, como fim geral a atingir, a preocupação de se reocupar o território abandonado ao gentio, ocupar a região do Cuanhama, que sendo nossa in nomine nunca tinha sofrido de facto o nosso domínio e se encontrava desde longa data muito trabalhada .pelos alemães da Damaraland, e principalmente castigar a afronta sofrida em Naulila, recebendo condignamente os alemães se eles tornassem ao nosso território, ou passando as nossas tropas a fronteira, para os atingir onde mais conviesse, prestando, em qualquer dos casos, um muito valioso concurso aos nossos aliados da África do Sul.
Tanto do exame das cartas, como do conhecimento de trabalhos de valor executados por distintos oficiais como, por exemplo, os de Eduardo Costa, Alves Roçadas, Eduardo Marques, e João de Almeida, eu concluí que tinha de escolher para base de operações o Humbe, que pela sua situação estratégica, para tal fim se impunha, pois, encontrando-se coberta pela linha defensiva do Cunene, está ao mesmo tempo, no centro das comunicações, que do planalto de Mossamedes se dirigem para o Evale, Cuanhama, Cuamato, Dongoêna, e portanto nas melhores condições para dali se proceder à submissão do gentio revoltado, e pela sua conveniente distancia à fronteira, para aí se basearem operações, quer ofensivas, quer defensivas, contra os alemães.
Nessa, região devia eu portanto fazer a concentração do grosso das minhas forças, mas impunha-se-me também a obrigação de ter devidamente observada a linha de penetração que do posto de Cuangar se estende pelo vale do Cubango em direcção ao posto A, para daí se dirigir por Cassinga ao planalto de Mossamedes ou internar-se no distrito de Benguela e a linha que do Cunene mais directamente se encaminha para o referido planalto, isto é, a linha Otchinjau-Pocolo-Chibia-Lubango.
Certo era que tudo indicava que no caso de nova incursão alemã, por qualquer destas linhas só se poderia esperar ligeiras demonstrações, para nos obrigagarem a dividir as nossas forças, visto as duas primeiras linhas serem muito extensas, excêntricas e em que o inimigo quanto mais se internasse mais perigos correria, e a terceira atravessar terreno difícil e ser facilmente cortada por qualquer movimento de flanco executado peias tropas que se deslocassem do Humbe, ou de qualquer outro ponto conveniente da linha que liga esta região com o planalto de Mossamedes.
O que era porem incontestável era a necessidade de fazer ampliar no Humbe as operações dum efectivo que não deveria ser inferior a uns 6 a 7.000 homens e uns 3.000 solipedes, para o que se tornava necessário prover o estabelecimento de uma solida linha de étapes de uns 600 kilometros de extensão, e a necessidade de igualmente ter tropas nas linhas de Cubango de Otchinjau-Pocolo, de muito menor efectivo, mas exigindo também a montagem de linhas secundárias de étapes com menores recursos, mas sendo a do Cubango ainda mais extensa que a linha principal.
Todas estas considerações acrescidas com o conhe-mento de que nos últimos 4 anos tinha havido grande falta de chuvas no sul de Angola, portanto aí dominava a fome, me levaram a mesmo aqui em Lisboa, considerar como questão capital para a honrosa, mas difícil missão que me fora confiada, a dos abastecimentos e dos respectivos transportes, devendo estes últimos ser o mais rápido possível porque a estreiteza de tempo que se tinha para realizar as operações, derivada da pressão inglesa exercida na Damaraland, que naturalmente atiraria com os alemães, para a nossa fronteira, e da necessidade de dar ás mesmas operações a maior amplitude antes do começo das chuvas (fins de setembro) assim o exigia. Por isso perfilhei todas as requisições de viveres e transportes que se encontravam no Ministério das Colónias ainda por satisfazer, completei-as como julguei conveniente, reservando-me para, de Angola, as modificar, se o entendesse necessário, insisti pela aquisição imediata de 80 camions automóveis e 750 carros alentejanos, requisitados com urgência pelo Governador Geral, Norton de Matos, exigi que, partindo eu em 5 de Março tivesse em Mossamedes em l de Abril, viveres para 4 meses e metade dos transportes requisitados e em l de Maio viveres para 6 meses e a totalidade desses transportes, tencionando montar devidamente as linhas de étapes logo que chegasse, a Mossamedes, Principiaria em Abril a escalonar os víveres pelos respectivos postos, completaria em Maio o abastecimento dos depósitos principaes de Lubango, Gambo e Humbe e no fim desse mês, ou princípios de Junho, poderia iniciar as operações de Alem-Cunene com todo o desembaraço.
Infelizmente as promessas feitas de cumprimento destas exigências não foram cumpridas com o rigor e a pontualidade requeridas, apesar da minha constante insistência, e daí resultaram as dificuldades com que lutei durante toda a minha estada em Angola e que no decurso deste relatório resaltarão!
Tendo embarcado no África em 5 de Março, desembarquei em Loanda em 21 desse mês, tendo assumido, neste mesmo dia, o Governo da província, imediatamente principiei a ocupar-me com o maior ardor de tudo o que interessava as operações e ali podia tratar pensando contudo em prolongar o menos possível a minha estada nessa cidade; porque estava verdadeiramente ansioso de seguir para o Sul, afim de poder de visu conhecer a situação. Não foi porem de pouca utilidade a minha demora em Loanda.
Da troca de impressões com o secretário geral e com os governadores dos distritos do Congo e Lunda, colhi a confirmação de que os acontecimentos de Naulila tinham tido a natural repercursão não só no gentio do sul mas também no de toda a província que, por numerosos indícios, revelava mais ou menos declaradamente o seu espirito de rebelião, o que me levou a recomendar a esses governadores, e depois por escrito, a todos os dos outros distritos, que procurassem comtemporisar e fazer face a qualquer manifestação mais evidente da rebeldia com os recursos próprios, que o reflexo dos futuros acontecimentos do sul muito contribuiriam para o restabelecimento da quietação em toda a província. Da revista que passei ás tropas estacionadas em Loanda (1 bateria de artilharia de montanha e 1 companhia de infantaria 20) e da forma como as vi realisar vários exercícios colhi as melhores impressões, a respeito do seu aprumo, disciplina e instrução.
(...)
ORIGEM DESTE ARTIGO
Pereira de Eça, Campanha do Sul de Angola em 1915. Lisboa, Imprensa Nacional, 1921 (109 páginas). O fragmento aqui reproduzido é das páginas 57-63.
Pereira de Eça, Campanha do Sul de Angola em 1915. Lisboa, Imprensa Nacional, 1921 (109 páginas). O fragmento aqui reproduzido é das páginas 57-63.
Hunters and herders of southern Africa:a comparative ethnography of the Khoisan peoples
Os Khoisan são um aglomerado de povos sul Africano, incluindo os bosquímanos San famosos ou "caçadores", o Khoekhoe "pastores" (no passado chamado "hotentotes"), e os Damara, também um povo de pastoreio. A maioria dos Khoisan vivem no deserto Kalihari e áreas vizinhas do Botswana e Namíbia. Apesar das diferenças em seus modos de vida, os vários grupos têm muito em comum, e este livro explora essas semelhanças ea influência do ambiente sobre a sua cultura e organização social. Este é o primeiro livro sobre o Khoisan como um todo a ser publicado desde 1930.
Para traduzir para português, clicar AQUI
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Angola: Imagens de Ontem...e de hoje

1º Edifício dos Correios em local não determinado.
A evolução dos Correios no Huambo. Em 1912 com a expansão do Caminho de Ferro de Benguela, o empreiteiro inglês Pauling estabeleceu no Huambo um acampamento e toda a correspondência vinda do exterior passou a ser endereçada a "Pauling Town".
Norton de Matos, recém empossado Governador Geral de Angola, não
apreciou a situação e deu ordens para devolver toda a correspondência
destinada a Pauling Town e daí a necessidade da construção do primeiro
edifício dos Correios do Huambo.
Os CTT na antiga Praça Salazar


O moderno edifício dos Correios
DAQUI
Outras imagens de Angola do outro lado do tempo...
DAQUI
Outras imagens de Angola do outro lado do tempo...
Um passeio por essa terra maravilhosa nos anos 60/70
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Noticia do estado em que se acha o povo de Angola, desituido de mestres, parochos e egrejas, e considerações a'cerca da necessidade e facilidade de remediar tão grandes males (e-Livro Google)
Tres seculos têem
decorrido, depois que a Religião Catholica, sob a protecção sincera e
efficaz de D. João II e D. Manoel foi, pela primeira vez, abraçada nas
vastas regiões do Congo, e mais tarde em Angola.
Os primeiros Missionarios
pertenciam á Ordem de S. Domingos; seguiram-se depois os Padres da
Companhia de Jesus, os da Terceira Ordem da Penitencia, Capuchinhos, e
Carmelitas Descalços.
O zelo dos Missionarios, a
protecção real, a boa disposição dos povos, fizeram com que a Religião
Catholica prosperasse. Apenas tinham decorrido seis annos depois do
descobrimento do Congo (1491), e já estavam lançados os fundamentos da
Cathedral em S. Salvador, que em pouco tempo foi acabada, tendo-se antes
convertido o rei, a rainha, as pessoas mais principaes, e por
conseguinte o povo.
No anno de 157i, D.
Sebastião cuidou em seguir as piladas de seus augustos predecessores,
enviando muitos Missionarios para as terras de Angola. Os fructos das
missões corresponderam á boa vontade que lhes dava impulso, e em breve
tempo foram fundadas muitas Egrejas, ou Parochias por aquella vasta
região. Eis-aqui uma relação d'aquellas, de que podemos alcançar
noticia.
Cidade de Loanda, — duas Parochias, a Sé, e a de Nossa Senhora dos Remedios. Ilha de Cazeange — a de S. João Baptista. Calumbo — a de S. José. Presidio de Muxima — a de Nossa Senhora da Conceição. Villa de Massangano —
a de Nossa Senhora da Victoria: no districto desta villa foram fundadas
mais as seguintes Egrejas — a de S. Benedicto, Santo António de Lainha — Nossa Senhora da Conceição de Gonga-andalla — Santa Anna de Loabo — Santo Antonio de Quibanzo — S. Bartholomeu de Tamba — Nossa Senhora do Desterro de Quexoto —^ João de Cacuzo. Cambambe — Nossa Senhora do Rosario. Pedras de Pungo-an-dongo — Nossa Senhora do Rosario. Bengo — a de Santo Antonio. Bango-aquitamba — S. Hilarião. Ambaca — Nossa Senhora da Assumpção. Encoge — S. José. Dande — Santa Anna. Libongo — S. José. Icolo, districto do Golungo — S. José. Talamatumbo — S. João. Combe — Nossa Senhora do Desterro. Chocolo — Nossa Senhora do Livramento. Quilombo— S. João Evangelista. Nos Quikngues — as Parochias de Santa Anna e de Nossa Senhora dos Remedios. Contornos de Ambaca-Lucamba — S. Joaquim. Benguella, 5. Filippe — a de Nossa Senhora do Populo. Caconda — Nossa Senhora da Conceição. Continua...
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