quinta-feira, 15 de março de 2012

Jornal da Royal Geographical Society of London Publication Info


Journal of the Royal Geographical Society of London Publication Info

inclui  African American Studies (18 titles)

http://www.jstor.org/action/doBasicSearch?Query=mossamedes&Search.x=0&Search.y=0&wc=on

História do BNU



Para ler o estudo completo clicar aqui

Caro Rito Pereira
Para inclusão no teu (nosso) blog, envio-te um trabalho que considero excelente e muito completo, sobre a história do BNU, que serviu de tese de doutoramento de uma colega nossa.
É evidente que o trabalho assenta em grande parte na informação constante dos relatórios do Banco, pelo que especialmente durante o período do Estado Novo, possui uma grande carga ideológica de apologia do regime.
Por outro lado, a informação pós 25 de Abril é muito reduzida e não espelha o grande esforço financeiro feito pelo BNU no apoio às centenas de empresas descapitalizadas, ou abandonadas pelos respectivos patrões, acção extremamente importante para a consolidação da Democracia em Portugal, bem como o esforço e profissionalismo de todos os trabalhadores que, ao longo de um processo extremamente difícil e conturbado, sempre souberam ( de um modo geral ) assegurar o funcionamento do Banco e a confidencialidade da informação.
Um grande abraço
Joaquim Matos

ÍNDICE
PREFÁCIO…………………………………………………………………….....……………………… 5
CAPÍTULO I - A FUNDAÇÃO DO BANCO NACIONAL ULTRAMARINO……………………… 6
1.1 Contextualização Histórica………………………………………………………………………… 6
1.2 A criação do Banco Nacional Ultramarino……………………………………………………….. 7
1.3 Desenvolvimento da actividade…………………………………………………………………… 9
1.3.1 A insígnia do Banco Nacional Ultramarino……………………………………………….. 10
1.3.2 Primeira Sede……………………………………………………………………………….. 11
1.3.3 O primeiro Governador……………………………………………………………………... 11
CAPÍTULO II - O GOVERNO DE FRANCISCO OLIVEIRA CHAMIÇO (1895 -1888)………… 13
2.1 Início das operações bancárias e abertura das primeiras agências………………………….. 13
2.1.1 Agência de Luanda………………………………………………………………………... 14
2.1.2 Agência de Santiago (Cabo Verde)……………………………………………………… 16
2.1.3 Progressos do Banco Nacional Ultramarino……………………………………………. 16
2.1.4 Nova Sede………………………………………………………………………………….. 17
2.2 A questão dos privilégios do Banco Nacional Ultramarino (1868-1875)……………………... 17
2.3 O ano de 1876………………………………………………………………………………………. 22
2.3.1 Carta de Lei de 27.01.1876…………………………………………………………….. 22
2.3.2 Assembleia Geral de 31.01.1876 e a política de investimentos……………………… 23
2.3.3 A crise bancária e o espasmo de 18 de Agosto………………………………………. 24
2.4 O Banco Ultramarino 1877-1888…………………………………………………………………. 26
2.4.1 Exploração e consolidação da posição do BNU em África…………………………… 26
2.4.2 Novos Estatutos 1881……………………………………………………………………. 29
2.5 Os últimos anos do Governo de Francisco de Oliveira Chamiço……………………………... 31
2.5.1 1881-1885………………………………………..………………………………………… 31
2.5.2 1886-1888………………………………………………………………………………….. 36
CAPÍTULO III - O GOVERNO DO CONDE DE OTTOLINI (1888-1894)…………………………. 38
3.1 De 1888 à questão do ULTIMATUM……………………………………………….……..…… 38
3.2 Companhias Majestáticas em Moçambique…………………………………………………... 41
3.3 Prorrogação dos privilégios e a carta de lei de 27.07.1893…………………………………… 41
3.4 Definição de um novo regime bancário………………………………………………………….. 47
CAPÍTULO IV - O GOVERNO DE EDUARDO PINTO DA SILVA E CUNHA (1894-1909)……. 48
4.1 O primeiro contrato com o Estado………………………………………………………………... 48
4.1.1 Contrato de 30.11.1901………………………………………………………………….. 52
4.2 Estatutos de 27.02.1902…………………………………………………………………………… 55
4.3 A acção do BNU (1902-1906)…………………………………………………………………….. 58
4.3.1 Estatutos de 05.08.1905…………………………………………………………………. 60
CAPÍTULO V - O GOVERNO DE ANTÓNIO TEIXEIRA DE SOUSA (1909-1910)……………..
62
CAPÍTULO VI - O GOVERNO DE LUÍS DIOGO DA SILVA (1910-1917)……………………….. 63
6.1 A Proclamação da República e os seus reflexos no BNU……………………………………... 64
6.2 A acção do BNU (1911-1914)…………………………………………………………………….. 66
6.2.1 Caixa de Reformas e Aposentações e a expansão ultramarina……………………… 66
6.2.2 Expansão para o Brasil…………………………………………………………………. 68
6.2.3 O Governo de Afonso Costa e o BNU………………………………………………… 69
6.2.4 O Cinquentenário do Banco Nacional Ultramarino (1914)………………………….. 70
6.3 O BNU e a I Guerra Mundial (1914-1917)………………………………………………………. 71
CAPÍTULO VII - O GOVERNO DE JOÃO ULRICH (1918-1931)………………………………… 77
7.1 O BNU no Sidonismo………………………………………………………………………………. 77
7.2 A expansão da rede bancária (1919)…………………………………………………………….. 79
7.3 O regime monetário………………………………………………………………………………… 81
7.4 Contrato entre o Estado e o Banco Ultramarino (1919)………………………………………... 83
7.5 Estatutos de 15.08.1919…………………………………………………………………………… 84
7.6 O BNU 1920-1926………………………………………………………………………………….. 84
7.6.1 Contratos monetários com Angola e Moçambique e a acção dos Altos
Comissários de Angola e Moçambique………..……………………………………… 87
7.6.2 O BNU no apoio à aviação portuguesa……………………………………………..…. 91
7.7 A Revolução de 28 de Maio de 1926…………………………………………………………….. 91
7.8 Novo contrato com o Estado e os estatutos de 1929…………………………………………... 95
7.9 A crise de 1930……………………………………………………………………………………... 97
CAPÍTULO VIII - A ACÇÃO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO (1931-1950)………………
101
8.1. Presidente do Conselho Administrativo António dos Santos Viegas (1931-1948)……….. 101
8.1.1 A II Guerra Mundial………………………………………………………………………. 102
8.2. Presidente do Conselho Administrativo Francisco José Vieira Machado (1949-1950)……. 104
CAPÍTULO IX - O GOVERNO DE FRANCISCO VIEIRA MACHADO (1951-1972)……………. 105
9.1 Novo contracto com o Estado (1953)…………………………………………………………….. 106
9.2 O grande desenvolvimento do BNU (1954-1959)………………………………………………. 108
9.2.1 Alterações aos Estatutos (1957)……………………………………………………….. 112
9.2.2 Eleição de Américo Tomás e o II Plano de Fomento………………………………... 113
9.3 O início dos conflitos nas províncias ultramarinas……………………………………………… 114
9.3.1 Novo contrato com o Estado 28.02.1963……………………………………………... 117
9.4 O Centenário (1964)……………………………………………………………………………….. 119
9.5 O Banco após o centenário (1964-1966)………………………………………………………… 124
9.6 O agravamento do problema ultramarino (1966-1968)………………………………………… 126
9.7 Investimentos no Ultramar (1969-1971)…………………………………………………………. 128
CAPÍTULO X - GOVERNO DO DR. JOÃO AUGUSTO DIAS ROSAS (1973-1974)……………
131
10.1 A Revolução de 25 de Abril de 1974……………………………………………………………. 132
CAPÍTULO XI - GOVERNO DO DR. NUNO JOSÉ ESPINOSA GOMES DA SILVA…………...
134
11.1 Nacionalização do BNU………………………………………………………………………….. 134
CAPÍTULO XII - A PRESIDÊNCIA DE ALBERTO ALVES DE OLIVEIRA PINTO (1976-1979)…
136
CAPÍTULO XIII - A PRESIDÊNCIA DO DR. OLIVEIRA MARQUES (1979-1982)…………………
140
CAPÍTULO XIV - A PRESIDÊNCIA DO DR. MARIO MARTINS ADEGAS (1982-1987)………….
143
CAPÍTULO XV - A PRESIDÊNCIA DA DRA. MANUELA MORGADO BAPTISTA (1987-1988)...
146
15.1 Transformação da empresa pública em sociedade anónima (1988)…………………………...
147
CAPÍTULO XVI - A PRESIDÊNCIA DO DR. JOÃO DA COSTA PINTO (1988-1992)……………. 150
CAPÍTULO XVII - OS ÚLTIMOS ANOS DO BNU – FUSÃO COM A CGD………………………… 154
CONCLUSÃO……………………………………………………………………………………………… 156
BIBLIOGRAFIA……………………………………………………………………………………………. 158

BNU - ANGOLA






“Ritas” contra “Chamiços”»
Os anos entre 1921 e 1926, em Angola, foram um período entre guerras de grandes dificuldades económicas e caos financeiro. Tal condicionou as alterações monetárias que levaram à perda da função emissora do Banco Nacional Ultramarino nesse território e à criação do Banco de Angola, como novo agente emissor e exclusivo para essa então colónia portuguesa.
O General José Norton de Mattos foi Alto Comissário de Angola entre 1921 e 1923. Durante o seu cargo, foi sua pretensão implementar moeda privativa para Angola e retirar o exclusivo da emissão de papel-moeda ao BNU. Para tal, recorreu a legislação outorgada pelo próprio, e publicada pelo Ministério das Colónias, que permitiu que, no primeiro ano do seu mandato, o Governo colonial pudesse emitir cédulas e determinou que as do BNU, que estavam em circulação, fossem retiradas até Dezembro de 1922.
Frente cédula "Rita" de 50 centavos do Alto Comissário de Angola 1923
Verso cédula "Rita" de 50 Centavos

As ‘Cédulas do Alto Comissário de 1921’, no valor facial de 50 Centavos, tiveram um montante elevado de emissão: 60.000 cédulas. Os seus lucros e prejuízos eram revertidos e suportados pelo Estado.
Frente cédula do 50 centavos do Alto Comissário de Angola 1921

Ao mesmo tempo, em 23 de Julho de 1922, o Alto Comissário renegociou o contrato celebrado com o BNU de modo a obrigar este último a substituir as notas em curso por uma nova emissão privativa para Angola.
Estas medidas foram tomadas porque, no entender do Governo colonial na altura, a carência de meios de troca sentida e que afectava o comércio local, devia-se ao insuficiente lançamento de papel-moeda por parte do BNU. No entanto, num relatório do Governador do BNU (João Henrique Ulrich), aos accionistas, em 1924, constata-se que o stock de notas tinha reservas, e por isso, não seria justificação para a escassez de numerário. Este dever-se-ía antes aos créditos, a que se recorria e que se concediam desregradamente. A problemática dos créditos, exercida pelo BNU no período 1922-24, decorria do facto de aqueles serem concedidos na forma de descontos e contas correntes para uma população e classe empresarial que, apesar de rica, ao nível das transacções comerciais, tinha falta de capitais próprios.
Por esse motivo, a concessão de créditos e o numerário circulante criaram a insegurança nos imensos gastos da população, assentes em créditos pouco sustentáveis. Por conseguinte, o BNU, à data do referido relatório, começou a refrear a autorização de créditos. No entanto, antes disso, durante a segunda metade de 1922, o BNU lançou a ‘Emissão Chamiço’, com o objectivo de aumentar a circulação fiduciária. Nesta emissão, que circulou também em outras ex-colónias africanas, a chapa de gravação estava desenhada de tal forma, que o campo relativo à filial, podia ser carimbado posteriormente à impressão com o nome da respectiva ex-colónia. Obteve o seu nome por ter nela representada a efígie de Francisco de Oliveira Chamiço, fundador e primeiro governador do BNU. Para além disso, apresentava pela primeira vez, o novo selo com o nome do banco e o lema “Colónias, Commercio, Agricultura” a envolver a imagem de um vapor. O desenho das notas era igual para todos os valores faciais (100, 50, 20, 10, 5, 2 Escudos e 50 Centavos e 1 Escudo), apenas com diferenças nas dimensões. Foram notas que tiveram uma boa aceitação por parte da população, sendo inclusive apelidadas de “chamiços”. O Alto Comissário de Angola, com base em relatórios de ausência de trocos em vários distritos, autorizou segunda emissão de cédulas de 50 Centavos no início de 1923 e simultânea recolha das que estavam em curso, por forma a custear o lançamento da nova emissão. Estas cédulas foram produzidas pela Waterlow & Sons Ltd.. Contrariamente, a ‘Emissão Chamiço’ foi gravada na concorrente inglesa da Bradbury, Wilkinson & Co. Ltd. e na Thomas de la Rue & Co. Ltd. – esta última somente para os valores de 2 Escudos e 50 Centavos. A qualidade de impressão das ‘Cédulas do Alto Comissário de 1923’ e do seu desenho, apresentavam um resultado final mais definido, enquanto introduz no papel-moeda para Angola a temática do relacionamento inter-racial com a representação de autóctones (temática que foi mais tarde recuperada nas notas do Banco de Angola). Convencionou-se chamar “ritas” a estas cédulas uma vez que era voz corrente que a figura que representava a República, na Frente da cédula, era a filha do General Norton de Mattos, de seu nome precisamente Rita. Tal como na primeira emissão de cédulas, repetem-se aqui os motivos do Classicismo, com as colunas e a República sentada a segurar uma láurea, bem como as sugestões ao comércio marítimo através da representação de uma doca. O Verso apresenta uma pintura com o episódio da chegada de Diogo Cão a Angola, como referência à história da sua colonização. A entrada em circulação destas duas Emissões – “chamiços” e “ritas” – e o aumento dos seus volumes de circulação, inundaram o mercado de papel-moeda. Apesar disso, numa portaria de 1 de Agosto de 1923, os limites foram novamente aumentados.
Este cenário, em conjunto com o descontrolo ao nível dos créditos, conduziu ao aumento da inflação e, consequentemente, ao custo de vida em Angola, para condições insustentáveis nos finais de 1923. O volume de numerário em circulação era agravado com a predominância das cédulas “ritas”, o que implicava a morosidade nas trocas comerciais e aumentava os riscos de erros nas contagens. Para debilitar ainda mais a situação, os “chamiços” tornavam-se cada vez mais raros, sendo retidos pelos particulares, dando origem ao que, nessa altura, se apelidou de «uma luta entre notas» em que as “ritas”, em maior número, derrotaram os “chamiços” no «campo de batalha» (Pedro Muralha, in Terras de África: S. Tomé e Angola, 1924). Permaneciam assim, as primeiras, que eram consideradas por muitos habitantes e referidas nos jornais da época, como «uma praga de ritas». As cédulas “ritas” foram concebidas para facilitar os pequenos trocos, mas estavam a ser utilizadas para pagar a grande maioria das transacções. Foram inclusive, adaptadas num expediente pela população, que consistia em empilhá-las em blocos lacrados e rubricados com o seu valor total – chamavam a estes blocos de “tijolos”.
Esta descrição antropomórfica que Pedro Muralha faz dos dois meios de troca em Angola era paradigmática de uma posição do Governo colonial que, tentando resolver as dificuldades financeiras da ex-colónia, pretendia também retirar o valor das emissões do BNU, para substituir o seu privilégio por um banco emissor privativo em Angola. Com o agudizar das dificuldades económicas e monetárias, em 1926, o Alto Comissário tomou a decisão de aplicar a reforma monetária em Angola, criando a Junta da Moeda e o novo banco emissor independente, o Banco de Angola. Marcou-se com esta reforma o fim da presença do BNU em Angola, onde este emitiu papel-moeda, pela primeira vez, em 1865.
Nuno Fernandes Carvalho
Agosto 2011
Texto publicado no site da CGD - Património

quarta-feira, 14 de março de 2012

A colonização de Angola. A Importância do Ultramar para a Economia Nacional



A Importância do Ultramar para a Economia Nacional
Tenente‑Coronel PilAv João José Brandão Ferreira*
 
 
No número 10 de Outubro de 1999 da Revista Militar, escrevemos com o mesmo título um artigo em que a matéria exposta cobria o período em que Portugal se tinha lançado na gesta dos Descobrimentos, até à realização da Conferência de Berlim em 1884/85. Vamos hoje retomar o tema mas agora na tentativa de cobrir o período que dista daquela Conferência até ao golpe de Estado que depôs o regime Corporativo, conhecido por Estado Novo, em 25 de Abril de 1974.
 
 
O Século XIX
 
“O primeiro passo de uma Nação para aproveitar as suas vantagens é conhecer perfeitamente as terras que habita, o que em si produzem, o de que são capazes.”
Memória Económica
Abade Correia da Serra
 
 
A “directiva” do Marquês de Sá da Bandeira de 1836, ao tentar transferir o esforço estratégico do Brasil para a África Portuguesa, teve em mente também, encontrar substituto para os produtos cuja independência daquele território fizera perder. Do igual modo, visava facilitar o combate ao tráfico de escravos por parte do governo de Lisboa já que essa medida iria prejudicar a economia brasileira (muito dependente do trabalho escravo) e que após 1822, passou a ser concorrente com a portuguesa.
 
Os interesses das potências europeias e ocidentais1 pelo Continente Africano, que culminaram na Conferência de Berlim, em 1884/5, veio fazer confluir em África avultados meios humanos, financeiros e tecnológicos que visavam a exploração daquele vasto, rico, porém, mal conhecido e explorado Continente. Portugal, não só por vontade própria, mas também (ou sobre­tudo), pelas realidades exógenas que o afectavam, não só para desenvolver o que já era seu, mas outrossim para o defender e consolidar, teve que acompanhar esta evolução.  CONTINUA....

UM PROJECTO DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA ...

[PDF] 

UM PROJECTO DE COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ANGOLA ...

ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2089.pdf
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
de MTF Cirne
de Geografía Comercial do Porto la protection et le patronne pour son plan de ..... barcarão em Moçâmedes, «onde deixarão suas familias, e seguindo ...

O império português (1825-1890): ideologia e economia by V Alexandre

[PDF] 

O império português (1825-1890): ideologia e economia**

analisesocial.ics.ul.pt/.../1218650604I3uCQ0xh3Fc45BI0.pdf
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
de V Alexandre - 2004 - Artigos relacionados
indiano, do porto de Macau, em território chinês, e de Timor, na Insulíndia, .... povoação de Moçâmedes, nesta última zona, semidesértica). A própria refor- ...... Em negociações conduzidas fora dos canais oficiais, em Março-Abril de 1889, o ...

terça-feira, 13 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Portuguezes e inglezes em Africa ; romance scientifico (1892)

Author: Victoria Pereira, Albino Estevão, 1849- [from old catalog]
Subject: Portuguese in Africa, South. [from old catalog]
Publisher: Lisboa, J. R. Torres
Year: 1892



Sobre Albino Estevão  Vitória Pereira, ler tambem AQUI

Expedição ao Cunene por H.Baum, 1903




Kunene-Sambesi-Expedition : H. Baum, 1903 ([Reprod.]) / im Auftrag des ... 1903

Inclui Mossâmedes. Para lêr, clicar AQUI    (terá que ter o software Adob Acrobat)  e saber alemão.

Pode ver tambem:

[PDF] 

EXPLORADORES ALEMÃES EM ANGOLA (1611-1954)

publikationen.ub.uni-frankfurt.de/.../Heintze_Alemaes_mit_Umschla...
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat
de B Heintze - 2010
www.frobenius-institut.de, heintze@em.uni-frankfurt.de. The copyright for this eBook lies solely with the author. Any further circulation requires her personal ...


Capa A Certain Curve of Horn: The Hundred-Year Quest for the Giant Sable Antelope ...



Capa

Para lêr, clicar AQUI

Em "A certain curve of horn", o veterano jornalista John Frederick Walker conta a história de um dos mais reverenciados e em perigo dos animais régios da África: a palanca negra gigante de Angola, um quadrúpede majestoso, preto-carvão, com chifres curvos de tirar o fôlego, de mais de cinco metros de comprimento. É um conto emocionante e trágico de exploração e aventura, a política e a guerra, a realidade brutal da vida na África de hoje, e as escolhas amargas de estratégias de conservação em conflito. " O livro traça o surgimento do sable altamente procurado como prêmio de história natural antes da Primeira Guerra Mundial, e como o animal segue sua luta para sobreviver numa zona de guerra disputada pelas tropas de meia dúzia de nações e sua transformação em um símbolo político e símbolo de conservação. Como ele segue a trilha deste animal misterioso, Walker entrelaça as histórias dos aventureiros, cientistas, e os guerreiros que vieram sob o domínio da besta, e como suas ações iriam moldar o destino dos antílopes gigantes capazes ea história da nação dilacerada pela guerra que é a sua única casa....

sábado, 10 de março de 2012

ANNEXE 2 : LEXIQUE

[PDF] 

ANNEXE 2 : LEXIQUE

theses.univ-lyon2.fr/documents/lyon2/.../chavagne_jp_annexe2.pdf
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat
quimbundo cubanza) espantar, surpreender : ficar banzado. ...... mbáli n. quimbares, mbali, vimbali, ovimbali ...... misturando português, quimbundo e umbundo.

A RAINHA JINGA



Estátua da Rainha Jinga em Luanda

INTRODUÇÃO



É imensa a fama da Rainha Jinga que viveu no centro de Angola na primeira metade do sec. XVII e ficou célebre, primeiro pela sua crueldade e imoralidade, e depois pela sua espectacular conversão à Fé Católica, em que tinha sido baptizada no início da idade adulta. Até há pouco tempo, porém, a sua fama só foi divulgada através de obras de ficção, faltando quase totalmente o estudo histórico da sua figura. Não admira assim que a Rainha Jinga se tenha transformado numa figura mitológica.

Dois mitos principais se formaram em torno da sua figura. O primeiro foi o da “santidade” da senhora, espécie de milagre propagado pelos missionários da altura, que apregoaram por todo o mundo a sua conversão de novo ao catolicismo. Um exame sumário dos acontecimentos revela logo que a “conversão” da Rainha teve em vista a aliança com os Portugueses, ajudada pelo apoio dos missionários que se encontravam na Matamba, os Capuchinhos italianos.

O segundo mito, mais recente, é o da figura patriótica, a Rainha querida do seu povo, que passou a vida lutando contra os colonizadores portugueses, defendendo a independência do seu povo. Também este mito não resiste a um estudo sumário. Jinga combateu os portugueses aproveitando-se da ferocidade dos aliados Jagas e possivelmente não era a Rainha querida dos seus súbditos que o mito representa. Nunca lhes deu boa vida, mas sobretudo sucessivas guerras com os portugueses e os aliados destes. Joseph A. Miller constatou em 1969 que a Rainha Jinga estava totalmente ausente das tradições orais da população actual das zonas onde viveu.

Entretanto, no sec. XX, foram publicitados textos que permitem conhecer a biografia e a personalidade dela com bastante detalhe   CONTINUA...

Das línguas africanas ao português brasileiro



Ficheiro:Congada.jpg
 A festa típica da Congada no nordeste do Brasil no final do século XIX



Yeda Pessoa de Castro

Do século XVI ao século XIX, o tráfico transatlântico trouxe para o Brasil 4 a 5 milhões de falantes africanos extraídos de duas regiões subsaarianas : a região banto, situada ao longo da extensão sul da linha do equador, e a região oeste-africana ou sudanesa, que abrange territórios que vão do Senegal à Nigéria. A região banto compreende um grupo de 500 línguas muito semelhantes, que são faladas na África sub-equatorial. Entre elas, as de maior número de falantes no Brasil foram três línguas angolanas: quicongo, também falada no Congo, quimbundo e umbundo. Das línguas oeste-africanas ou sudanesas, seus principais representantes no Brasil foram os povos do grupo ewe-fon provenientes de Gana, Togo e Benim, apelidados pelo tráfico de minas ou jejes, e os iorubás da Nigéria e do Reino de Queto (Ketu), estes últimos na vizinha República do Benim, onde são chamados de nagôs.
No entanto, apesar dessa notável diversidade de línguas, todas elas têm uma origem comum. Pertencem a uma só grande família lingüística Níger-Congo (Greenberg 1966). Logo, são todas línguas aparentadas.
Fatos relevantes
Explicar a participação de línguas africanas na construção da língua portuguesa no Brasil é ter em conta a atuação do negro-africano como personagem falante no desenrolar dos acontecimentos e procurar entender os fatos relevantes de ordem sócio-econômica e de natureza lingüística que favoreceram o avanço consecutivo do componente africano nesse processo.
Inicialmente, o contingente de negros e afro-descendentes era superior ao número de portugueses e outros europeus, durante três séculos consecutivos, num contexto social e territorial cujo isolamento em que foi mantida a colônia pelo monopólio do comércio externo brasileiro feito por Portugal até 1808 condicionou um ambiente de vida de aspecto conservador e de tendência niveladora, mais aberto à aceitação de aportes culturais mútuos e de interesses comuns. Aqui, merecem destaque a atuação socializadora da mulher negra na função de mãe-preta no seio da família colonial, e o processo de socialização lingüística exercido pelos negros ladinos, aqueles que, aprendendo rudimentos de português, podiam falar a um número maior de ouvintes, e influenciá-los, resultando daí por adaptarem uma língua a outra e estimularem a difusão de certos fenômenos lingüísticos entre os não bilíngües.(Ver Pessoa de Castro 1990).
No século XIX, o processo de urbanização que se iniciava no Brasil a partir da instalação da família real portuguesa no Rio de Janeiro e a abertura dos portos em 1808, exigiram a fixação nas cidades da mão-de-obra escrava recém-trazida da África, numa época em que a maioria da população brasileira era constituída de mestiços e crioulos. Esses, já nascidos no Brasil, falando português como primeira língua, por conseguinte, mais desligados de sentimentos nativistas em relação à África e susceptíveis à adoção e aceitação de padrões europeus então vigentes.
Finalmente, com a extinção do tráfico transatlântico para o Brasil em 1856 até a abolição oficial da escravatura no país em 1888, o tráfico interno foi intensificado. Negros escravizados nas plantações do nordeste foram levados para outras nas regiões do sul e sudeste (depois ocupadas por europeus e asiáticos) e, em direção oposta, do centro-oeste para explorar a floresta amazônica onde os povos indígenas são preponderantes. Em conseqüência, portanto, da amplitude geográfica alcançada por essa distribuição humana, o elemento negro foi uma presença constante em todas as regiões do território brasileiro sob regime colonial e escravista.
No entanto, nesse contexto sócio-histórico, cada língua ou grupo de línguas teve sua influência própria.
Os bantos
A influência banto é muito mais profunda em razão da antiguidade do povo banto no Brasil, da densidade demográfica e amplitude geográfica alcançada pela sua distribuição humana em território brasileiro.
A sua presença foi tão marcante no Brasil no século XVII que, em 1697, é publicada, em Lisboa, A arte da língua de Angola, do padre Pedro Dias, a mais antiga gramática de uma língua banto, escrita na Bahia para uso dos jesuítas, com o objetivo de facilitar a doutrinação dos 25.000 negros angolanos, segundo Antônio Vieira, que se encontravam na cidade do Salvador sem falar português (Cf. Silva Neto 1963:82).
Os aportes bantos ou bantuismos, ou seja, palavras africanas que entraram para a língua portuguesa no Brasil, estão associados ao regime da escravidão (senzala, mucama, bangüê, quilombo), enquanto a maioria deles está completamente integrada ao sistema lingüístico do português, formando derivados portugueses a partir de uma mesma raiz banto (esmolambado, dengoso, sambista, xingamento, mangação, molequeira, caçulinha, quilombola), o que já demonstra uma antiguidade maior. Em alguns casos, a palavra banto chega a substituir a palavra de sentido equivalente em português: caçula por benjamim, corcunda por giba, moringa por bilha, molambo por trapo, xingar por insultar, cochilar por dormitar, dendê por óleo-de-palma, bunda por nádegas, marimbondo por vespa, carimbo por sinete, cachaça por aguardente. Alguns já estão documentados na literatura brasileira do século XVII, a exemplo dos que se encontram na poesia satírica de Gregório de Matos e Guerra. (1633-1696).
Os oeste-africanos
Ao encontro dessa gente banto já estabelecida nos núcleos coloniais em desenvolvimento, é registrada a presença de povos ewe-fon, cujo contingente foi aumentado em conseqüência da demanda crescente de mão-de-obra escravizada nas minas de ouro e diamantes, então descobertas em Minas Gerais, Goiás e Bahia, simultaneamente com a produção de tabaco na região do Recôncavo baiano.
Sua concentração, no século XVIII foi de tal ordem em Vila Rica que chegou a ser corrente entre a escravaria local um falar de base ewe-fon, registrado em 1731/41 por Antônio da Costa Peixoto em A obra nova da língua geral de mina, só publicada em 1945, em Lisboa. Também Nina Rodrigues, ao findar do século XIX, teve oportunidade de registrar um pequeno vocabulário jeje-mace (fon) de que ainda se lembravam alguns dos seus falantes na cidade do Salvador, assim como de outras quatro línguas oeste-africanas (acossa, tapa, Gramsci, flane). (Ver Pessoa de Castro 2002).
Ao findar do século XVIII, a cidade do Salvador começa a receber, em levas numerosas e sucessivas, um contingente de povos procedentes da Nigéria atual, em conseqüência das guerras interétnicas que ocorriam na região. Entre eles, a presença nagô-iorubá foi tão significativa que o termo nagô na Bahia começou a ser usado indiscriminadamente para designar qualquer indivíduo ou língua de origem africana no Brasil. Nina Rodrigues mesmo dá notícia de um "dialeto nagô", que era falado pela população negra e mestiça da cidade do Salvador naquele momento e que ele não documentou, mas definiu como "uma espécie de patois abastardado do português e de várias línguas africanas" (cf. Rodrigues 1942::261). Logo, não se tratava da língua iorubá, como muitos ainda se deixam confundir.
Devido a uma introdução tardia e à numerosa concentração dos seus falantes na cidade do Salvador, os aportes do iorubá são mais aparentes, especialmente porque são facilmente identificados pelos aspectos religiosos de sua cultura e pela popularidade dos seus orixás no Brasil (Iemanjá, Xangô, Oxum, Oxossi, etc.).
O português do Brasil
Depois de quatro séculos de contato direto e permanente de falantes africanos com a língua portuguesa no Brasil, esse processo de interação lingüística, apoiada por fatores favoráveis de ordem sócio-histórica e cultural, foi provavelmente facilitado pela proximidade relativa da estrutura lingüística do português europeu antigo e regional com as línguas negro-africanas que o mestiçaram. Entre essas semelhanças, o sistema de sete vogais orais (a, e, ê, i, o ê, u) e a estrutura silábica ideal (CV.CV) (consoante vogal.consoante vogal), onde se observa a conservação do centro vocálico de cada sílaba e não há sílabas terminadas em consoante. Essa semelhança estrutural provavelmente precipitou o desenvolvimento interno da língua portuguesa e possibilitou a continuidade da pronúncia vocalizada do português antigo na modalidade brasileira (onde as vogais átonas também são pronunciadas), afastando-a, portanto, do português de Portugal, de pronúncia muito consonantal, o que dificulta o seu entendimento por parte do ouvinte brasileiro, fazendo-lhe parecer tratar-se de outra língua que não a portuguesa (Cf. a pronúncia brasileira *pi.neu, *a.di.vo.ga.do, *su.bi.ma.ri.no em lugar de pneu, a(d).v(o).ga.do, su(b).m(a).ri.no) (V. Pessoa de Castro 2005) Nesse processo, o negro banto, pela antiguidade, volume populacional e amplitude territorial alcançada pela sua presença humana no Brasil colônia, ele, como os outros, adquiriu o português como segunda língua, tornando-se o principal agente transformador da língua portuguesa em sua modalidade brasileira e seu difusor pelo território brasileiro sob regime colonial e escravista. Ainda hoje, inúmeros dialetos de base banto são falados como línguas especiais por comunidades negras da zona rural, provavelmente remanescentes de antigos quilombos em diversas regiões brasileiras (V. Queiroz 1998, Vogt e Fry 1996). Ao encontro dessa matriz já estabelecida assentaram-se os aportes do ewe-fon e do iorubá, menos extensos e mais localizados, embora igualmente significativos para o processo de síntese pluricultural brasileira, sobretudo no domínio da religião.
Diante dessas evidências, chegamos necessariamente a uma conclusão compatível com as circunstâncias extralingüísticas que foram favoráveis a esse processo: o português do Brasil, naquilo em que ele se afastou do português de Portugal, é, historicamente, o resultado de um movimento implícito de africanização do português e, em sentido inverso, de aportuguesamento do africano sobre uma matriz indígena pré-existente e mais localizada no Brasil. Assim sendo, o português brasileiro descende de três famílias lingüísticas: a família Indo-Européia que teve origem entre a Europa e a Ásia, da qual faz parte a língua portuguesa; a família Tupi, de línguas faladas pelo indígenas brasileiros e que se espalha pela América do Sul; e, por fim, a família Níger-Congo que teve origem na África subsaariana e se expandiu por grande parte desse continente. Conseqüentemente, povos indígenas e povos negros, ambos marcaram profundamente a cultura do colonizador português que se estabeleceu no Brasil, dando origem à uma nova variação da língua portuguesa – mestiça, brasileira.

Regiões de concentração do tráfico para o Brasil
Oeste-africanos:
Ewe-fon (mina-jeje)
1.Gana 2. Togo 3. Benim
Nagô-Iorubá
3. Reino de Queto ( Benim) e 4. Nigéria
Bantos
5. Gabão 6. Congo 7. Congo-Kinshasa 8.Angola 9. Moçambique

Bibliografia
GREENBERG, Joseph (1966) - The languages of Africa. Bloomington, Indiana University.
GÜTHRIE, Malcolm (1948) - The classification of the Bantu languages. London, Oxford University Press.
LIMA, Vivaldo da Costa. “A família-de-santo nos candomblés jeje-nagôs da Bahia: um estudo de relações intragrupais”. Dissertação de Mestrado. Salvador: UFBA, 1977.
MENDONÇA, Renato (1935) - A influência africana no português do Brasil. 2 a ed. São Paulo: Editora Nacional.
MELO, Gladstone Chaves de (1946) - A língua do Brasil. São Paulo: Agir Editora.
PESSOA DE CASTRO, Yeda (1980) - “Os falares africanos na interação social do Brasil Colônia”. Salvador, Centro de Estudos Baianos/UFBA, nº 89.
PESSOA DE CASTRO, Yeda (1990) - No canto do acalanto. Salvador. Centro de Estudos Afro-Orientais, Série Ensaio/Pesquisa, 12.
PESSOA DE CASTRO, Yeda (2005) - Falares africanos na Bahia:¨um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras/ Topbooks Editora.
PESSOA DE CASTRO, Yeda (2002) - A língua mina-jeje no Brasil: um falar africano em Ouro Preto do século XVIII. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro (Coleção Mineiriana).
QUEIROZ, Sônia (1998) - Pé preto no barro branco. A língua dos negros de Tabatinga. Belo Horizonte: EDUFMG.
RAYMUNDO, Jacques (1933) - O elemento afro-negro na língua portuguesa. Rio de Janeiro: Renascença Editora.
RODRIGUES, Nina ([1945] 1993) Os africanos no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Nacional.
SILVA, Alberto da Costa e ( 2002) - A manilha e o libambo: a África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira / Fundação Biblioteca Nacional.
SILVA NETO, Serafim da (1963) - Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil. Rio de Janeiro: INL/MEC.CARNEIRO, Edison. Ladinos e crioulos; estudos sobre o negro no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964 (Retratos do Brasil, 28).
VOGT, Carlos, FRY, Peter (1996) Cafundó, a África no Brasil - língua e sociedade. São Paulo: Cia. das Letras; Campinas: Editora Unicamp.
WESTERMANN, Dietrich and BRYAN, M.A.(1953) - Languages of West Africa. London: Oxford University Press. 



ORIGEM

LIVRO: Português em contacto (inclui linguistica afro-iibérica)

Capa

Clicar sobre a capa

 Por Ana Carvalho

quinta-feira, 8 de março de 2012