terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Pombeiros Angolanos-Os Primeiros expedicionário

pombeiros angolanos

VÊR PESQUISA COMPLETA - CLICAR: http://www.carlosduarte.ecn.br/pombeirosinicio2.htm Para mim é inquestionável que a vida tem determinismos, e determinismos muitas vezes de uma obscuridade tal, que os torna muito mais difíceis de entender. Determinismos que nos fazem conhecedores ou participantes de acontecimentos que, embora reais, de tão extraordinários e surrealistas, mais parecem fruto da imaginação de um louco. Mas loucas nos parecem também a nós, simples mortais alijados que somos de novas teorias que surgem e nos explicam em teoremas e corolários, incerteza, indeterminação, dinamismo, universos fractais e caos. Entre os determinismos que mais me causam perplexidade, estão as coincidências. No início de 1972, havia uma cubata a pouco mais de cem metros do Forte de Kabatukila, escorada por um megalito que fica quase flutuando sobre o verde exuberante e majestoso da Baixa de Kassange, onde morava um secúlo Jaga, de nome Tchá-Tchiála diá Katchipwa. Passei lá nessa época a caminho da Lunda, ia passar uma temporada em casa do Vicky Pais Martins, onde pretendia estudar um pouco “in loco” costumes Tchokwé e Luba para um trabalho “Etnografia Sobre os Povos de Angola” que me havia metido a escrever. Viajávamos em caravana, e o Vicky viajava usando a farda do exército, e então, a despeito dos meus esforços e pedidos através do intérprete – o secúlo só falava Jaga – o velho ermitão não foi pródigo nas histórias contadas sem variação nem emoção no tom. Fosse por me ter confundido com um comprador de kamanga, fosse pela farda do Vicky, ou simplesmente porque não teve vontade; portanto por inibição, pudor ou mera vontade, não respondia aos meus apelos para falar sobre Jingas e Jagas, as guerras do Kahange e do Kassange, a Epopéia do Massangano, antes divergindo para a história da primeira travessia de África pelos pombeiros ou tangomanos - como eram conhecidos pelos povos locais os mercadores de escravos e por similaridade os mercadores em geral – Pedro João Baptista e Anastácio José, este também conhecido por Anastácio Francisco ou Amaro José – de quem se dizia descendente – empreendida entre 1802 e 1811 ida, e 1811-1814 a volta. Uma expedição fantástica até pra os dias de hoje, imagine-se na época, antes de Serpa Pinto, Capelo e Ivens, antes de Cecil John Rhodes. Esses dois mercadores angolanos, com o feito deles, deram pela primeira vez ao colonizador português a idéia do Mapa Cor de Rosa – uma fatia do continente Africano compreendendo Angola, Moçambique e os territórios entre os dois países, como colônia da Coroa Portuguesa. Mas na época em que passei por Kabatukila, mais focado em etnografia e acontecimentos referentes aos atritos e evoluções históricas tribais, fiquei um pouco desconsolado com o rumo da prosa do secúlo. Anos mais tarde – ó a coincidência aí – numa demonstração da Teoria dos Fractais, num sebo da Rua da carioca no centro do Rio de Janeiro, tornei-me o feliz proprietário dos Diários de D.Francisco Franque, 1º Boma Zanei – N'Vimba, um negro cabinda porreta e invocado que, entre outras atividades e ocupações foi negreiro, comerciando a mercadoria no Brasil, onde tinha estudado com os jesuítas quando menino. Depois de ter lido nas anotações do Chico Franque, em cujo diário diz ter encontrado, conhecido e se tornado amigo dos dois pombeiros no Rio de Janeiro, por mera curiosidade e necessidade de conhecer mais – o tanto que pudesse pesquisar – a história dessa travessia, comecei a minha busca. Além do que conta Chico Franque, das conversas tidas com os pombeiros nos bordéis e outros lugares escusos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, conversas entre libações alcoólicas e o esvoaçar de marafonas em volta, muito pouco se sabe...ou muito pouco resta registrado e preservado. A História de Portugal dá mais ênfase às expedições de Serpa Pinto e Capelo e Ivens; Amaro José e Pedro Baptista eram apenas negros. Sabe-se que fizeram um diário com anotações até bastante precisas apesar da falta de instrumentos e equipamento, anotando nomes de rios, povos e sobas, que foi traduzido para o Inglês e usado por Livingstone, para preparar a sua expedição, mas não logrei conseguir nenhuma cópia em Inglês ou Português desse diário. Suspeito que não haja uma versão dele completa em Português. E por isso, me vejo quase limitado à versão pouco confiável do Chico Franque, mais dado à farra e esbórnia do que ao pormenor de anotações de interesse histórico. A história do Chico Franque, “Memória e Aventuras de Um Cabinda em Terras Brasiliensis ”, foi quase uma mera transcrição, dos diários que me chegaram ás mãos completos. Limitei-me a dar pequenos retoques para melhor entendimento e a fazer pequenas observações analíticas e esclarecedoras ao final de cada “capítulo” ou episódio, fruto da pesquisa em manuais que corroborassem ou desmentissem o que ele contava. Não poderá ser muito diferente a narrativa da expedição dos pombeiros Amaro e Pedro, uma vez que a oralitura africana se mostrou vaga e imprecisa além de renitente e os registros históricos coloniais praticamente nulos. Seria karmático fosse eu um historiador. Mas sou um mero contador de histórias, vez ou outra instigado pela curiosidade a buscar os complementos de episódios incompletos...ou uma vítima da incerteza, indeterminação, dinamismo, dimensões fraccionárias do universo, acaso, Murphy e caos, cruzando-se na minha cabeça e vida, que nem os sete ventos da Umpata, como dizia o Xarope ao Carlos Alexandre, evento no qual o Victor Macedo fazia completa fé, como confirmou a mim e ao Sapo, no Exágonos, o que cacimbava de forma irrefutável e definitiva a cabeça dos aplicados alunos das técnicas agrícolas do Tchivinguiro. Como aconteceu na transcrição dos diários de Chico Franque, me limitarei a pequenas notas de pé de página ou no final de cada episódio, que autentiquem, esclareçam ou tragam polêmica e luz ao narrado., e claro a algum arranjo ou modernização nos termos usados, nas expressões da época que hoje não fazem mais sentido. A razão da busca aos episódios incompletos? Bom neste caso da travessia dos dois pombeiros, é antes de mais nada pelo fato de essa expedição, muito além de ter aberto novas rotas de comércio aos portugueses, ter sido o episódio que deu origem à idéia do que mais tarde seria o Mapa Cor de Rosa, tendo assim influenciado de forma marcante a história do mundo. Podemos é claro especular que se não tivessem sido os dois angolanos os primeiros outros seriam...tá mas foram eles os primeiros! X X X O expansionismo imperialista britânico no continente africano, levou o governo Inglês a tentar apoderar-se de alguns territórios coloniais portugueses, como foi o caso da Ilha de Bolama e territórios adjacentes do continente, bem como a parte sul da Baía de Lourenço Marques. Nestes dois casos o governo Português conseguiu persuadir o governo Inglês a submeter o assunto à arbitragem internacional. As sentenças proferidas pelo Presidente dos EUA U.S.Grant e da França Marechal Mac Mahon, deram ganho de causa aos portugueses. Estas duas decisões resolveram alguns problemas importantes relativos à soberania portuguesa em África, mas as definições dos limites dos domínios de Portugal Colonial na época em que as potências européias mostravam um particular interesse nesse continente, era um problema que viria a avolumar-se e tornar-se extremamente grave para Portugal no último quartel do século XIX. Tornara-se indispensável definir de uma vez por todas os domínios lusitanos em África e na Ásia, o que só poderia ocorrer através de negociações com a Grã-Bretanha. O então Ministro da Marinha e do Ultramar de Portugal (de 1872 a 1877), Andrade Corvo, conseguiu que a Inglaterra aprovasse um tratado sobre os limites portugueses e ingleses na Índia, e iniciou então negociações sobre os limites de Moçambique e da Bacia do Zaire. O tratado sobre Moçambique, denominado de “Tratado de Lourenço Marques”, foi assinado em 30 de maio de 1878, embora não aprovado pelo parlamento português, onde facções conservadoras temiam a política liberal de Andrade Corvo, que pretendia abrir as colônias portuguesas em África ao investimento estrangeiro. As negociações sobre a Bacia do Zaire foram retomadas em 1882 e levaram à assinatura do tratado Luso-Britânico em 26 de Fevereiro de 1884. Mas nesse meio tempo, oposições internacionais já se haviam formado a essa solução, principalmente por parte da França e Alemanha, o que levaria à formação da Conferência de Berlim em 12 de Outubro de 1884, comandada por Bismark que então dominava o cenário político europeu. A Conferência estabeleceu o “Princípio da Ocupação Efetiva” nas costas do Continente Africano, isto é, da necessidade de manter nos territórios reclamados autoridades suficientes para fazer respeitar os direitos adquiridos, e atribuiu também à Associação Internacional do Congo, criada pelo Rei Leopoldo II da Bélgica, uma enorme área da Bacia do Rio Zaire ou Congo, territórios de que faziam parte áreas consideradas por Portugal como parte da Colônia de Angola. O então Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Barbosa du Bocage, pretendia realizar um velho sonho de ligar Angola a Moçambique, consciente de que tal projeto entrava em linha de colisão com os interesses britânicos na África central. Os planos ingleses na Cidade do Cabo, encabeçados por Cecil John Rhodes, um político pró expansionismo imperialista, incluíam a influência Britânica através da Bechwanaland e dos territórios Matabeles e Machonas, do Berotze, até à região dos Grandes Lagos, com a construção de uma ferrovia que facilitasse a continuidade das possessões britânicas, do “Cabo ao Cairo”. Bocage iniciou negociações com a França e a Alemanha que reconheceram a Portugal uma esfera de influência sobre uma longa faixa do território ligando Angola a Moçambique; essa faixa, destacada num mapa anexo à carta de reconhecimento e com a cor rosa, era o famoso e já falado Mapa Cor de Rosa. No final do Século XIX o mundo se submetia á supremacia econômica capitalista e imperialista da Grã-Bretanha principalmente, mas a Alemanha, com uma indústria bélica respeitável e que prosperava de forma evidente e preocupante para as outras potências, desenvolvendo o Plano Naval 1900 que visava conquistar um império colonial, começou a deslocar esse eixo de influência. A Inglaterra por seu lado impunha a sua hegemonia, possuidora que era do maior império colonial, bem como detentora da totalidade de capitais exportados para investimentos. Os ingleses, pretendendo não apenas preservar mas expandir os domínios coloniais, equiparam-se militarmente. O colonialismo transformara África e Ásia em áreas de disputa colonial; a Alemanha exigia uma parte do continente africano condizente com o seu poder bélico. Portugal, ignorando os protestos britânicos e confiando sobretudo na proteção alemã, envia diversas expedições para a área do mapa Cor de Rosa. Em 8 de Novembro de 1889, a expedição comandada pelo major Serpa Pinto foi atacada pelos Macololos, tribo sobre a qual os britânicos haviam declarado exercer protetorado. Os Macololos sofreram grandes baixas, e face a essas perdas, a imprensa inglesa inicia maciça campanha contra Portugal, campanha que atinge o auge quando se soube que Serpa Pinto ocupara a região de Chire. A 11 de Novembro de 1890, o Ministro Britânico em Lisboa, transmitiu ao Governo Português um ultimato, exigindo a retirada dos portugueses do Chire e dos territórios Macololos e Machonas. Ou desocupavam, ou a frota britânica disparava sobre Lisboa. O Governo Português denotou pouca firmeza e se retirou dessas áreas, precisamente as áreas compreendidas entre Angola e Moçambique. Assim temos que a primeira travessia do continente africano fez germinar nos portugueses a idéia de colonizarem uma fatia do continente, o que levou ou acelerou a Conferência de Berlim, que dividiu África sem levar em consideração as nações Africanas, divisão essa ratificada após a II Grande Guerra Mundial. Esse verdadeiro desrespeito e desconsideração das potências européias para com as Nações Africanas, dividindo-as, foi e ainda é o fulcro de guerras e conflitos que têm devastado milhões de vidas em África. Um verdadeiro corolário à Teoria dos Sistemas Caóticos! * * * Mas sobre os dois pombeiros e a primeira viagem costa a costa do continente africano, os registros são falhos, aparentemente propositadamente falhos, como numa “determinação” da comunidade científica da época de menosprezar o feito. Na verdade há incoerências da parte das autoridades coloniais, que beiram o insólito, como por exemplo o fato de Pedro João Baptista ter achado pouco o papel que lhe foi dado para registro dos dados de viagem, ter pedido mais e o Governador ter negado sem qualquer outra explicação, como relatado por ele mesmo a D.Francisco Franque e como colocado preto no branco por Ilídio e Ana Amaral em Garcia da Orta Vol.9 números 1 e 2. Não admira assim que os dados registrados nos diários sejam econômicos, sucintos, e muito fez ele no meu entender. Transcrevo o que sobre o assunto dizem Ilídio Amaral e Ana Amaral no mesmo tomo: Quote Em geral, os estudiosos das travessias da África Central não têm dado o necessário relevo às viagens anteriores à de Davis Livingstone, de 1845-1856, entre Loanda e Kelimane. Há uns que as citam, mas aligeiradamente e com erros; outros as ignoram, sobretudo quando os protagonistas foram africanos. Porém é justo destacar que foi realizada uns cinqüenta anos antes da travessia do missionário inglês por dois pombeiros angolanos, Pedro João Baptista e Amaro José, desde a Feira de Mucari no Kassange, Angola, donde partiram em finais de Novembro de 1802, até à Vila de Tete, em Rios de Sena, Moçambique, aonde chegaram após várias peripécias e detenções, no dia dois de Fevereiro de 1811. ... Recordemos em primeiro lugar o texto de J. C. Feo Cardozo sobre o governo de Antonio Saldanha da gama, que esteve em Angola de 1807 a 1810 (p.p. 298-302, na parte “História dos Governadores” [...]: “ Foi no seu tempo e pelos seus desvelos, que se estabeleceu a comunicação directa com a Nação dos Moluas, por cujo intermédio se veio a ter conhecimento da Contracosta. O projeto da comunicação das duas costas, oriental e ocidental da África, já tinha existido no tempo de D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho, mas havia sido abandonado. ... No Presídio de Pungo Andongo vivia retirado, ocupando-se de trabalhos de agricultura e um pequeno comércio, o Tenente Coronel Francisco Honorato da Costa, homem instruído e capaz. Foi este nomeado director da Feira de kassange, nas terras dos jaga do mesmo nome, o mais oriental dos potentados avassalados, e por sua via é que se soube que aquele régulo confinava com outro maior, com o qual comunicava, impedindo-lhe todo o tráfico directo com os portugueses, para conservar o monopólio de que tirava grandes lucros. Para este fim o Jaga se servia de vários ardis grosseiros, que julgava próprios, para conter o Muatiânvua ( nome daquele potentado), cujas forças temia, insinuando-lhe, por exemplo, que os brancos saíam do mar, que comiam os negros, que as fazendas que ele comerciava eram fabricadas nas suas terras e que, se o Muata invadisse os seus estados, o Mueneputo (nome que os negros dão ao soberano de Portugal e, por extensão, ao governador de Angola ) tomaria disso vingança. Logo que o governador soube destas particularidades, ordenou a Francisco Honorato de se informar da posição da nação Molua. Francisco Honorato conseguiu que os seus pombeiros (traficantes ambulantes do sertão), chegassem à banza principal em que habita o Muata, onde foram bem recebidos e agasalhados. Desabusado dos embustes do Jaga de Kassange, posto que ainda algum tanto receoso, o Muata expediu logo um embaixador pra Luanda, e o mesmo fez sua esposa, que vive distante. Estes embaixadores, acompanhados pelos pombeiros de Francisco Honorato, não tendo podido passar pelas terras dos Jaga, que se obstinavam a vedar-lhes o trânsito, dirigiram-se para os estados do Soba Bomba, que lho franqueou e junto com eles mandou também o seu embaixador ao Mueneputo .... Mais adiante ainda escreve que “soube-se mais pelos pombeiros, que a Nação do Kazembe, onde tinha falecido o naturalista Lacerda, era feudatária do Muatiânvua, e lhe pagava em sinal de vassalagem um tributo de sal marinho, que lhe vinha da costa oriental. Assim se veio a conhecer a possibilidade da comunicação interior das duas costas, e o governador Saldanha deu logo as providências necessárias para que os pombeiros prosseguissem o seu caminho para oriente, até verem o mar e gente branca, de que já lhes tinham dado notícia certos negros que encontraram nas terras dos Moluas. O fruto de tantos trabalhos ficou reservado para o general que lhe sucedeu”. . ... O início da viagem teve lugar em finais de Novembro de 1802, quando o governador de Angola Fernando Antonio Soares de Noronha (desempenhou o cargo de 1800 a 1806). Foi ele quem solicitou a Francisco Honorato da Costa que fizesse o necessário para “indagação e conhecimento da comunicação dessa costa oriental com a costa ocidental da África” bem como para a penetração até “ao Kazembe, onde consta que morrera o Ilmo Lacerda, digno antecessor de V.Excia”, segundo o teor da carta de F.H. da Costa, datada da feira de Kassange, 11 de Novembro de 1802, para o Governador de Sena e Tete, levada em mãos pelos pombeiros. . ... Um último exemplo de desinformação, que nos parece merece comentários, é o de Paul Barre, “ A prioridade dos exploradores portugueses nas travessias Africanas”, Revista Portuguesa Colonial e Marítima, Lisboa, 1º ano,1º semestre de a897-98, p.p. 145-148, de quem se pode ler logo na primeira página: “A primeira travessia africana conhecida, efectuada do Atlântico ao Oceano Índico, foi realizada por indígenas pombeiros, Pedro João baptista e Amaro José, dirigidos pelo governador português Antonio Saldanha daGama, e pelo coronel português F. Honorato da Costa, entre Angola, Tete e a embucadura do Zambeze, de 1802 a 1811” . Todavia os pombeiros não passaram de Tete! ... Trinta anos antes, W.D.Cooley, ob.cit. 1845, p. 214, exprimia-se nos seguintes termos: “[...] o diário contém, nos pormenores de cada um dos seus dias de viagem, abundância de matérias curiosas e interessantes, embora inteiramente deficiente em elementos científicos de geografia. Não há medidas de distância, mas apenas os dias de viagem, sem qualquer menção do tempo passado em marcha. A direção seguida não é indicada senão ocasionalmente e de forma vaga; diz pouca coisa sobre o curso dos rios ou sobre as cristas separando as grandes bacias [...]. Todavia, apesar desses defeitos, não se encontram dificuldades em seguir, sem grande erro, as rotas descritas, em face da coerência das informações”. O belga A. J. Waters, em finais do século passado, depois de considerar sem grande importância os itinerários percorridos pelos pombeiros “mestiços ao serviço de traficantes de Angola [...]”, acabaria por afirmar que “é, contudo, por um grande número de posições, a única autoridade sobre a qual nos continuamos a apoiar”. CD

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